sexta-feira, 22 de maio de 2015

Peça: Igreja Adormecida

IGREJA ADORMECIDA




IGREJA ADORMECIDA

Personagens: 21

Igreja..............................
Interrogação..................
Mendigo.........................
Político corrupto............
Desviado........................
Prostituta.......................
Drogado.........................
Roqueiro........................
Bêbado...........................
Preso..............................
Menor de rua.................
Espírito Santo ...............
Bandeira – Amor
Bandeira – Alegria
Bandeira – Paz
Bandeira – Longanimidade
Bandeira – Bondade
Bandeira – Fé
Bandeira – Mansidão
Bandeira – Domínio Próprio

Cenário:
O próprio púlpito da igreja, com as luzes acesas normalmente, os personagens vestidos de acordo com sua representação em trajes atuais.
Material:
Roupas
Toca Fitas
Bandeira preta com Interrogação
Bandeira branca com o nome Igreja
Saco de pano preto contendo as frases em tiras de papel de mais ou menos 1 metro:
- Mentira - Inveja - Medo - Divisão - Falta de temor - Falta de fé - Descompromisso - Mundanismo - Rebeldia - Falta de santidade
Bandeira Branca escrito Espírito Santo
9 Bandeiras brancas:
- Amor - Alegria - Paz - Longanimidade - Benignidade - Bondade - Fé - Mansidão - Domínio Próprio
Ato No 01Com música de fundo entra lentamente pela porta principal do templo a Interrogação toda vestida de preto, com o rosto pintado de branco, segurando uma bandeira com o desenho da interrogação (?). Quando a música muda de ritmo ela sai em disparada agitado a bandeira em direção ao púlpito e para subitamente com a música. Agitando a bandeira segue o texto. Após o texto ela sai da mesma forma que entrou com a mesma música e sai em disparada com a mudança de ritmo da música.

 

Musica 001:
Emmanuel Theme - Ronn Huff
(CD Emmanuel Michael W. Smith – Música 1)
Interrogação:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; bom seria se foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Musica 001:
Emmanuel Theme - Ronn Huff
(CD Emmanuel Michael W. Smith – Música 1)

Ato No 02
Com a música tocando entra pela porta principal do templo a Igreja, vestida de branco, com o saco de pano preto sobre um dos ombros, e sobre o outro ombro a bandeira branca escrito igreja, caminhando tristemente, rosto caído, como se estivesse com muito peso sobre as costas. E vai lentamente até o púlpito do templo, anda de um lado para o outro, olha para cima, para os lados, caminha mais um pouco e cai lentamente.

Musica 002:
Intermezzo de "Cavalleria Rusticana" - Pietro Mascagni
(CD Festival Clássico – Música 5)
Ato No 03
Mendigo:Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ei ! Por que ninguém me ouve ?
Por que não me olham ?É por causa das minhas roupas ?
Do meu cheiro ?
Do meu cabelo ?
Dos meus pés descalços ?
Ei tem alguém por aí para me ajudar ?
Por favor!
Estão todos cheios de mim ?
Por favor me respondam !
Não quero o seu dinheiro, as suas roupas, ou a sua comida !
Só quero me sentir gente !
Amado, valorizado !
Ei ! Alguém pode me ajudar.


Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.

Musica 003
Pra Cima Brasil
(CD Simplesmente João - Música 3)
Ei !Eu sei que você é a igreja, e a única que pode me ajudar.
Por favor, olhe para mim !Não consigo mais viver assim !Me ajude ! Por favor, socorra-me !Ei ! Acorde, vamos, me ajude, por favor Só quero ser amado.
Acorde ! acorde, vamos, acorde, acorde, ajude-me ...

Ato No 04

Político Corrupto:

Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Aaaaaaaah !Quem vê de longe não vê aqui dentro !
Cansado de tanta propina !
Da troca de votos por pão, por leite, ou outra coisa qualquer !
Do medo de um dia ser desmascarado, apanhado, ser visto nos jornais como um ladrão qualquer.
Será que há alguém para me ajudar ?
Ajudar a ser diferente.
A buscar os interesses do povo que me escolheu ?


Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.
Musica 004
Em Nome da Justiça – João Alexandre
(CD Todos São Iguais – Música 9)Igrejaaaaaaaa !Igrejaaaaaaaa !
Somente você para mudar meu caráter!Somente você para me fazer um Daniel, um José, políticos de Deus e cheios do seu amor !
Mas ...
Mas, Igreja você não se mexe, fica ai dormindo !
Será que não consegues me ouvir ?
Ei Igreja !
Me ajude a mudar minhas atitudes ...
Igrejaaaaa !
Acordeeee !
Vamos acorde deste teu sono !
Vamos ....

Ato No 05
Desviado:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Socorro !
Socorro !
Eu sei que Jesus voltará logo logo !
Este peso não sai do meu coração !
As lembranças das bênçãos !
Das lágrimas de alegria !
Do gozo do Espírito Santo !
Saudades de pregar a Palavra, de anunciar Jesus !
Aaaah !
Maldita hora que saí dos caminhos do Senhor !
Agora, fora, longe, perdido, oprimido !
Quanto medo daquele dia, da volta do Senhor !

Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.


Musica 005
Olhos no Espelho – João Alexandre
(CD Simplesmente João – Música 2)Ei Igreja !
Já fiz parte do teu corpo !
Me esqueceste ?
Me abandonastes ?
E a parábola do filho pródigo ?
Por favor Igreja !
Só você para me ajudar !
A me trazer aos braços do Pai.
Igrejaaaa !
Parece que não me ouves, não mês escutas !
O que ouve com o teus braços ?
Igrejaaaa !

Socorro...

Ato No 06
Prostituta:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ola !
Eu sou da noite !
Vivo da noite !
Sim ... escrava da noite !
Por uns trocados, uma dose, uma cheirada... vendo meu corpo
Mas... no fundo
A agonia,
O desgosto,
O terror de não ser amada !
Ser vendida como mercadoria !
Será que existe alguém para me amar ?
Amar de verdade, amar sem troca ?
Musica 006Esquina Cruéis – João Alexandre
(CD Todos São Iguais – Música 8)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.
Igreja ?
Cadê você ?
Cadê você que anunciava o nome do salvador pelas ruas ?
Pelas esquinas pregavas de Maria Madalena !
Igreja acorde !
Preciso de você !
Preciso de você pra sair desta vida !
Não agüento mais !
Socorro !

Será que podes me ouvir ainda !
Ato No 07 Drogado:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,E aí !Qual foi ?
Não to legal !
O crack, o pó e a erva já me levaram tudo !
Meu carro, meu emprego, minha grana.
Minha família, tudo
Tudo já se foi.
Agora os homi tão atras de mim
Porque roubei alguns bagulhos por ai
Pra pagar o traficante.
Acho que não tenho mais saída !
Essa vida não vale a pena.
Meus olhos vermelhos, minhas veias sempre cheias
Dessa maldita droga ...

Musica 007Que Vida é Essa – Marcos Vinícius
(CD Descerá Sobre Ti – Música 07)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.Será que você pode me ajudar
A largar disso ?
A Ter nova vida ?
Uma nova esperança ?
Um novo sorrir ?
Mas...
Mas você ta aí inerte, não se mexe
Por que Igreja você fica ai tão quieta ?
Por que ?
Ato No 08
Roqueiro: Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ei você !Sabia que eu tenho nojo ?
Nojo do que eu canto !
Das letras que falam de amor,Sem eu nunca ter me sentido amado !Das letras que falam de justiça,De paz, de vida, amizade. Que falam dos drogados, dos mendigos, dos gays !Ficaram somente nas letras e nos acordes da guitarra !As mesmas luzes, as mesmas drogas !As mesmas noitadas !As mesmas orgias ! Aaaah ! Eu daria a minha vida por um momento de paz !


Musica 008
Vem chegando – Marcos Vinícius
(CD Dom da Vida – Música 3)Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.
Ei você ai deitada ! Eu vim receber vida
Eu vim receber paz, amor, entendimento
Você é a Igreja ?
Cadê os braços estendidos ?
O sorriso nos lábios ?
A música alegre ?
Os cânticos de vitória ?
O som dos anjos ?
Aquela sonzera alegre e vibrante que nos traz vida ?
Igreja preciso de você !
Olhe ao teu lado !
Tantos caídos e querendo que você nos ajude !
Levante ! por favor olhe para nós e faça alguma coisa !

Ato No 09Bêbado:Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Eiiii !
Quem são vocês ?
Por que me olhas deste jeito ?
Foram apenas alguns goles !
E eu bebi tudinho !
Meus amigos me pagaram.
E daí bebi !
Bebi, até me expulsarem do bar
Minha mulher me deixou
Meus filhos tem vergonha de mim
Meus parentes me desprezam
Acho que é mais uma sarjeta!


Musica 009
Nuvens Negras – Geraldo Alcântara
(CD Adoração – Música 7)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.Igreja !
Igreja !
Levanta-te e me socorras
Me tire da sarjeta.
Me ajude, eu sei que somente tu podes !

Vai, lente, e me ajude.

Ato No 10

Preso:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Trinta anos !
Trinta anos de solidão
No meio de um inferno
Um turbilhão de sintomas da morte !
Todos os dias, dia após dia,
O medo, a solidão, a miséria.
Neste deserto !
Existe alguém ?
Pelo menos pra dizer: oi tudo bem !
Por favor ! LiberdadeMusica 010 Tocar nas Vestes – Marcus Vinícius
(CD Descerá Sobre Ti– Música 7)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.Igreja ?
Eu preciso de liberdade !
Ainda que esteja preso,
Mas, aqui dentro, eu careço de liberdade
E só você para me mostrar o caminho
Vamos igreja acorde !
Acorde logo !
Muitos companheiros de cela já se foram
E nem provaram do amor de Deus
Que você tem em suas mãos !Acorde, acorde logo !
Ato No 11
Menor de Rua:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ei tio !
Me dá um troquinho !
Pra ajudar minha mãe !
Ei tia !
Me dá um pão !
É ...
Todo mundo me vira a cara,
Diz que hoje não tem, hoje não dá !
Me fecham o vidro do carro na sinaleira !
É ...
Cadê meu pai ? a FEBEM ?
Cadê minha mãe ? a cola ?
Cadê meus irmãos ? a rua ?

Musica 011
Os pequeninos – Asaph Borba
(CD Adoração 2 – Música 11)
Igreeeeeejaaaa !
Seja minha mãe !
Seja meu pai !
Seja minha família !
Mas acorde !
Todo mundo já dorme pra mim
Só resta você !
Por favor só você pode me ajudar !
Ato No 12
Todos em volta da igreja, alguns sentados, outros ajoelhados, outros em pé, olhando para ela.
Mendigo:
Por favor igreja eu preciso de amor, ser amado, ter valor, e só você pode me valorizar.
Prostituta:
É só você para nos tirar do pecado, do medo, da noite.
Menino de Rua:
Vamos seja nossa mãe, nosso pai, por favor.
Só resta você, todos nos viraram o rosto, nos abandonaram.Roqueiro:
Se você não nos ajudar quem poderá !
Ei acorde nos ajude !
Mendigo:
Vamos acorda-lá!
Acorde Igreja !
Acorde Igreja !Todos:
Acorde, nos ajude !Acorde, vamos
Saia deste sono !

Musica 002:
Intermezzo de "Cavalleria Rusticana" - Pietro Mascagni
(CD Festival Clássico – Música 5)

Os personagens em torno da Igreja deitada, pedindo para que ela se levante, alguns chorando, implorando para que ela se acorde.

A Igreja acorda sonolentamente, com a saco de pano preto em seus ombros, boceja, olha ao seu redor, olha para cada um deles, lhe toca seus rostos, alisa seus cabelos, mas sempre fazendo um afeição de não poder fazer nada, tenta levantar os que estão sentados ou de joelhos mas não consegue, tenta de novo, olha pra cima, faz sinal de não poder fazer nada.

Cai no chão novamente em profundo sono, os demais personagens entram em desespero, desanimam, alguns tentam correr e os demais tentam segurá-los, voltam apontando para a Igreja, lamentam-se, e ficam ajoelhados olhando tristemente para a Igreja.

Ato No 13

Musica 012
Agnus Dei – Michael W. Smith
(CD Gospel – Música 09)
Espírito Santo
Tocando a música, entra pela porta principal do templo de maneira triunfal, com roupas largas, sorriso encantador em seu rosto, com a maior bandeira branca escrito nela Espírito Santo, balançando a bandeira lentamente de um lado para o outro, caminhando lentamente em direção ao púlpito onde estão os demais personagens, juntamente com as outras nove bandeiras, cada uma representando os frutos do Espírito Santo.

Chega ao meio dos demais personagens e estendendo a mão toca o ombro da igreja, a Igreja desperta do sono e levanta-se ainda com o saco de pano preto em seus ombros.

Olha para a Igreja sorri, e demonstra sem falar, apenas com gestos, que sem ele, ela continuará a dormir.

Os frutos do Espírito posicionam-se atrás lado-a-lado um dou outro de costas para a parede.

Musica 013
Man of Sorrows – Larnelle Harris
(CD Emmanuel (Michael W. Smith) – Música 14)
Girando em torno da igreja olhando nos seus olhos, observa espantadamente que ela tem algo sobre os seus ombros, diferente de sua roupa, olha espantado. E como que perguntasse o que era aquilo estendendo a mão, lhe pede o saco de pano preto. A Igreja tenta negar, se esconder, tentando enganar, mas ele insiste, até que ela sede.
Enquanto isso, os dons realizam uma coreografia na mesma música.

O Espírito Santo toma o saco de pano preto, abre, e olha entristecidamente para dentro do saco, e retira a primeira faixa mostrando para o público, e assim por diante, até a última.

Musica 014
Sara Senhor Esta Nação – Asaph Borba
(CD adoração 2 – Música 01)

Com a música de fundo tocando, a igreja cai em prantos aos pés do Espírito Santo, Ele a toca a cabeça, e ergue-a pela mão, ela levanta com alegria e com júbilo, sorridente

Musica 015
Intermezzo – Georges Bizet
(CD Festival Clássico – Música 08)

A igreja ao som desta música toma as mãos do espírito santo, e sai caminhando pelo corredor do templo como quem dança ao som desta música, juntamente com os dons atrás, e os demais personagens.


Autores: 
Estilos: 
Temas: 

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://teatrocristao.net/texto/igreja_adormecida

Peça: Alguém Faça Alguma Coisa


ALGUÉM, FAÇA ALGUMA COISA

ÉPOCA: ATUAL
PERSONAGENS: 
JOSUÉ, MULHER, VOVÔ, NETINHO, UM HOMEM MORIMBUNDO

Cenário: Uma rua deserta.

(Entra em cena um homem ferido. Com dificuldade dá alguns passos meio cambaleando. Pára. Leva a mão ao abdômen. Está ferido e perdendo sangue. Respira com dificuldade. Dá mais uns dois ou três passos, caindo desacordado).

(Entra em cena Josué. Ele se veste de bermuda e regata, com seu boné e Havaianas. Distraído brinca com um io-io *)
(* Poderá ser uma bola de borracha, um minigame, etc.)
(Josué estoura uma bola de chiclete. Ainda distraído quase tropeça no corpo estendido no chão).
Josué: (Levando um susto, salta sobre o corpo) Meu Deus, o que é isso? (Para o homem) O senhor não esta passando bem? Está precisando de ajuda? (Examinado o corpo) Talvez um médico?
 (Josué tenta perceber se alguém se aproxima).

Josué: (Para alguém fora de cena) Hei, você! Me ajude! Tem um homem ferido aqui. Ele está precisando de um médico. (Furioso) Virou as costas. Queria ver se fosse com tua mãe, seu... seu...

(Pelo outro lado do palco entra em cena uma mulher)

Mulher: (Curiosa) O que aconteceu?
Josué: Ele está desmaiado. Parece que levou uma facada. Está perdendo muito sangue. (Lançando-lhe um olhar de desafio) Alguém precisa chamar uma ambulância.
Mulher: (Fingindo não entender a indireta) Você tem razão! Alguém precisa chamar uma ambulância – e depressa! (Insinuativa) Antes que seja tarde demais. (Noutro tom) Vem vindo alguém aí! Talvez possa ajudar.

(Entra em cena vovô e seu netinho)

Netinho: O que está aconteceu com aquele homem, vovô?
Vovô: Só pode ser um vagabundo! Deve ter bebido além das contas.
Netinho: É, vovô! Só pode ser um pinguço!
Vovô: Ele deve estar num coma alcoólico.
 (Josué examina o corpo)
 Josué: (Para o Vovô) Não, não há cheiro de álcool. Ele está ferido.
Vovô: (Observando melhor o corpo) Coitado! E... alguém já chamou uma ambulância?
Josué: Ainda não encontramos ninguém que esteja disposto ajudar.
Vovô: Alguém precisa chamar uma ambulância. Este homem pode morrer aqui na rua. Alguém, chame uma ambulância!
Netinho: (Aproximando-se do corpo) Ambulância? Que emocionante!
Vovô: (Puxando-o pelo braço) Quietinho, seu xereta! Não fale assim. Você está envergonhando o vovô.
Mulher: (Em desespero) Ele já perdeu muito sangue. Tá precisando de um médico com urgência.
Josué: É isto mesmo! Alguém chame uma ambulância. Pelo amor de Deus!
Vovô: (Para Josué) Você o conhece?
Netinho: (Lançando um olhar sobre o corpo) Não parece o Arnaldo? Ë o Arnaldo!
Vovô: Não é! Eu nunca vi este homem antes.
Mulher: Chega de conversa! Vamos chamar uma ambulância.
Netinho: (Tentando se aproximar novamente do corpo) Será que ele ainda está vivo, vovô?
Vovô: (Puxando-o pelo braço) É claro que está! Não fale bobagem.
Mulher: (Vai até a extremidade do palco) Será que alguém já ligou para o pronto-socorro?
Josué: (Aproximando-se dela) Acho que não tem telefone aqui por perto.
Netinho: Será que ele tem plano de saúde?
Vovô: Menino, agora isso não interessa. Uma vida precisa ser salva.
Mulher: (Em angústia) Será que alguém já chamou os médicos?
Josué: (Num desafio) E por que não vai a senhora?
Vovô: E isto mesmo! Só discute, discute e não faz nada.
Mulher: Que cavalheiros vocês são, hein!
Vovô: (Para Josué) Você ainda é jovem... por que não vai você?
Josué: Eu não! Cheguei primeiro e já fui tomando providências. (Mulher e Vovô lançam-lhe um olhar) É... bom... fui eu que comecei a tentar encontrar alguém para ajudar. Além do mais... (Examina o corpo) Alguém precisa ficar cuidando dele enquanto os médicos não chegam. Por que não vai o senhor?
Netinho: É sim, vovô, vamos!
Vovô: (Tossindo) Eu já sou velho. Sou fraco. Não posso fazer grandes distâncias. Vá, você!
Josué: (Ainda examinando o corpo) Vá o senhor!
Vovô: Eu não vou!
Josué: (Percebendo algo de estranho) Silêncio um pouquinho, por favor!
 (Josué examina com mais cuidado a vítima. Não acreditando no resultado tenta sentir seus batimentos cardíacos)
(Josué lentamente levanta-se)
 Josué: (Engolindo as lágrimas) Eu lamento!
Mulher: Eu não acredito!
Vovô: Não pode ser!
Josué: (Protestando) É uma pena que o Governo não faz nada pela saúde. Hoje poderia ser salvo uma vida.

(Hipocritamente, os personagens abraçam-se num consolo mutuo).
(Netinho é o único que fica de fora) 
Josué: (Para a Mulher) Não fique assim! Ajuda-lo não estava a nosso alcance.
Vovô: Foi uma pena!
Netinho: E agora? Quem será que vai chamar a funerária?
Vovô: Sai daí, seu xereta! 
(De mãos dadas os personagens saem de cena) 
Josué: Hei, vejam! Alguém já tinha percebido aquele pronto-socorro ali em frente?

Fim
APELO: Poderá ser desenvolvida uma mensagem com o tema: O Pecado da Insensibilidade. Um bom texto para isso poderá ser o de Tiago 4:17  “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”

Autor: Silvio K. Nakano - silviokn@yahoo.com.br

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte:

Peça O Telefonema

O TELEFONEMA


ÉPOCA: ATUAL
PERSONAGENS: ED, ANABELLA, ANA CLARA, ROBERTO


ATO I


CENA I

Cenário: Quarto de Ed.

(Entra Ed, trazendo consigo uma flor e um porta retrato).

Ed: (Com ar de apaixonado) Anabella! Anabella! (Suspirando) Que olhos!... E que cabelos! (Apalpando o porta retrato como se estivesse tocando-a) E que pele! (A cada pausa um beijo) Você ainda... vai ser... minha... Anabella! Escutou? Minha!

(Ed troca o porta retrato por um travesseiro. Abraça-o forte como se fosse a amada).

Narrador: Como vocês podem perceber nosso amigo Ed nutre uma paixão desmedida por uma garota. E que pelo jeito não é correspondida.
Ed: (Infantil) Anabella! Mas como você é bela!
Narrador: Pior, esta paixão está o deixando até doente.

(Ed senta-se no chão. Deixa a “namorada” jogada ao lado. Fica cabisbaixo).

Ed: Ninguém me ama! Eu sou irremediavelmente feio. Só pode ser isso! Ninguém dá bola pra mim.
Narrador: Não é difícil saber quem é que adora quando nos encontramos nesse estado.
Ed: (Numa falsa alegria) Eu não posso ficar assim! (Pouco convincente) Eu sou vencedor!
Narrador: (Irônico) Com essa determinação não sei se vai muito longe.
Ed: Vou orar!
Narrador: Taí uma boa idéia!

(Ed imita estar fechando a janela. Depois vai até uma falsa porta. Verifica se tem alguém se aproximando. Faz que tranca a porta).

Narrador: Parece que Ed está querendo orar em secreto.
Ed: (Olhando para o céu) Senhor, agora é só eu e Você. (Apanhando o travesseiro) Ah, e a Anabella também. (Ajoelha-se abraçado ao travesseiro). Senhor, eu quero te fazer um pedido. Sei que já é pela milésima vez que eu peço. E Tu já sabe qual é o meu pedido. Preciso de uma namorada. Mas eu não quero qualquer uma, eu quero a Anabella. Só a Anabella me fará feliz. A Anabella precisa ser minha. Eu só tenho olhos para a Anabella. Dá a Anabella pra mim, Senhor. (Pensativo) Hum! Acho que estou sendo um pouco egoísta. (Prosseguindo a oração) Senhor, eu quero ser da Anabella. Que ela ore para que eu tome coragem para pedi-la em namoro. Acho que era só isso! Amém!
Narrador: Oração típica de um guerreiro inexperiente. Despejou palavras... Oração que correm o risco de jamais serem atendidas.
SONOPLASTIA: Telefone
Ed: (Resmungando) Deve ser a Anabella! Pensamento positivo, Ed! É a Anabella!
Narrador: Isto que é fé. Anabella nem ao menos deve saber o número dele.
(Ed tosse. Arma-se para atender o telefone. Desiste. Arruma-se todo. Penteia o cabelo. Até borrifa um pouquinho de um líquido para melhorar o hálito).
Ed: Alôôôô!
Roberto: (Microfone) Que voz é essa, Ed? Não estou te reconhecendo, rapaz! Não sei não, hein!
Ed: Não enche, Roberto! Pensei que fosse outra pessoa.
Roberto: Tenho novidades para você.
Ed: Novidades. (Tapando o telefone) É sobre a Anabella. Certeza! (Prosseguindo a conversa ao telefone, demonstrando falta de interesse) Novidade?
Roberto: Prepare teu coração. É melhor você se sentar. É sobre a Anabella.
Ed: (Entusiasmado) Anabella? Conta logo, cara! (Para si mesmo) Eu sabia! Valeu o pensamento positivo!
Roberto: Na verdade são duas.
Ed: Duas? Melhor ainda.
Roberto: Vai com calma! Uma é boa...
Ed: A outra é melhor ainda.
Roberto: Não! A outra é péssima. Qual você quer primeiro?
Ed: Por que será que na vida tudo tem que ser sempre assim! (Pequena pausa) Vai! Primeiro a boa. Quanto a péssima, eu já estou acostumado.
Roberto: (Fazendo suspense) Anabella... (Interrompe) Mas, trocando de assunto. Que jogão de bola ontem, hein!
Ed: Cara, não enche! Tá querendo me matar de aflição!
Roberto: Tá preparado?
Ed: Vai logo!
Roberto: A Anabella... Prepare os foguetes... Ela desmanchou com o Renato.
Ed: Iupi! Você aguarda um pouquinho na linha! Um momentinho só!

(Ed larga o telefone e ajoelha-se).

Ed: (Orando) Obrigado, Jesus! Tinha certeza que minha oração seria atendida.

(Ed apanha novamente o telefone).

Ed: Ela terminou o namoro com o Renato, jura? Me conta mais veio! Você merece um beijo.
Roberto: Dispenso. Preparado para a ruim?
Ed: (Em transição de feliz para preocupado) A ruim? A ruim não deve ser tão ruim trágica assim! A boa já me valeu o dia!
Roberto: A Anabella começou namorar com o André.
Ed: Não pode ser!
Roberto: Pode sim!
Ed: Não pode ser! Com ele não. Até aquele... aquele... Mas ele é um pilantra! Coitinha dela! Garanto que ele iludiu a pobrezinha! Mas como ela á ingênua!
Roberto: Olha quem fala! Eu lamento! Suponho que não queira mais conversa por hoje. Tchau!
Ed: (Largando o telefone) Anabella! (Olhando para o céu) O Senhor não se sensibiliza? Não vê que estou sofrendo?

(Cabisbaixo, Ed sai de cena).

Narrador: Pois é, o Ed não aprende mesmo. E o pior: pensa que a culpa é de Deus. A Anabella tem pinta de que não é o tipo de pessoa que o Senhor “sonhou” para Ed. Menina namoradeira, já terminou com o Douglas, o Filipe, o Beto, o Tony e agora com o Renato. Pior á que esta lista é apenas desta quinzena! Tenho a impressão de que se a oração de Ed fosse atendida, no mínimo lhe resultaria em dor de cabeça – ou, talvez, do coração. Anabella nunca apreciou um relacionamento sólido. Ela adora mesmo é, como dizem por aí, “ficar”!



CENA II

(Ed entra. Demonstra estar aflito. Olha para o céu, sem firmar o olhar volta a olhar para chão ).

Ed: (Tímido) Senhor, Você ainda está aí? (Arrependido) Eu não queria ter dito aquilo. Sei que errei. Também não deveria ter usado aquele tom de voz com Você. Gostaria que me perdoasse. Pai, Você sabe que me descontrolo só de imaginar a Anabella nos braços de outro. Paizinho, eu quero ela para mim. Será que é pedir demais? Será que isso não está ao seu alcance?
Narrador: (Como se dirigisse a Ed) Hei! Você já experimentou perguntar ao Senhor se é a Anabella quem Ele preparou para você?
Ed: (Assumindo a fala do narrador como se fosse de sua consciência) Que idéia mais besta! É claro que a Anabella é a pessoa ideal para mim. Afinal, Deus sempre quer o melhor para os seus filhos.
Narrador: E se não for?
Ed: (Depois de breve pausa) Claro que é! (Tapando os ouvidos) Isso só pode ser a voz do inimigo tentando me ver triste. Logo hoje que eu tenho certeza que a Anabella vai me convidar para tomar sorvete. (Noutro tom) Já sei! Vou ler a Bíblia!
Narrador: Parabéns! Finalmente uma boa idéia. Você está começando a querer trilhar o caminho certo.

(Ed vai a cata de sua Bíblia. Vasculha todo o quarto. Procura nos lugares mais absurdos).

Ed: Onde está ela? Eu tinha certeza que havia deixado aqui. (Procurando em outro lugar) Aqui não! (Idem) Aqui também não.
Narrador: Pelo visto a vida de Ed não está mais organizada que seu quarto.

(Ed encontra a Bíblia. Sopra nela para tirar uma espessa camada de pó).

Ed: Faz um bom tempo que eu não me aplico a leitura. (Tossindo pelo excesso de pó) Cof! Cof! Cof!
Narrador: (Irônico) Não é de se admirar tamanha desorientação!

(Ao folhar a Bíblia, Ed deixa cair uma foto).

Ed: (Surpreso) O que será que a foto da Ana Clara está fazendo aqui?
Narrador: Mas que confusão! Quantas “Anas” existem na vida de Ed?
Ed: (Fechando os olhos como que para voltar no tempo) Ana Clara! Sem dúvida foi a garota mais linda pela qual eu me apaixonei. (Fechando os olhos abraça a foto)
Narrador: Ana Clara foi uma antiga paixão. E quanto ele orou para namorar com ela. Mas sempre aquela mesma oração vazia. Colocava nome a futura namorada, não deixando Deus agir pela sua soberania. Isso só poderia resultar em uma oração não respondida. E a vida sentimental continuava sendo abalada. Ed havia tomado coragem. Estava pronto para declarar seu amor, quando...
Ed: Você tinha que ter ido embora.
Narrador: Ana Clara mudou-se para uma cidade distante. Sem ao menos desconfiar dos sentimentos de Ed.
Ed: (Arrependido) O que estou fazendo? (Guardando a foto na Bíblia) Desculpa Ana Clara... digo... Ana... Anabella! Eu não quero ser infiel!

(Ed fica alguns segundos em silêncio. Abre novamente a Bíblia. Dá uma última olhada na foto. Suspira, como se a paixão estivesse para retornar. Fecha a Bíblia. Arrependido, deixa o Livro em qualquer canto).
(Ed sai de cena)

Narrador: O que é pior: o cabeça dura nem leu a Bíblia. (Chamando) Hei! Ed, volta aqui! Vem ler a Bíblia!



CENA III

Narrador: Era quarta-feira de uma preguiçosa tarde de verão.

(Entra Ed. Todo sorridente, traz consigo uma margarida. Assovia uma alegre canção).

Narrador: Naquela tarde Ed estava muito feliz.
Ed: (Retirando as pétalas da flor. A cada pausa uma pétala) Ela me ama... ela gosta de mim... ela é apaixonada por mim... ela quer namorar comigo... (é a última pétala) Ela quer casar comigo. (Feliz) Irra! Hoje é meu dia de sorte!
Narrador: Ed estava pressentido que Anabella havia desmanchado com o Juninho. Juninho? Ë que depois do Renato houveram mais três. Mas, o sofredor, digo, fiel Ed não perdeu as esperanças.
Ed: Eu tenho fé. Anabella você ainda vai ser minha. Eu ainda te levo para o altar. Eu tenho certeza. Uma certeza absoluta. Hoje você terminou com o Juninho. (Pensativo) Juninho ou Paulinho? Não, com o Paulinho ela terminou na segunda. Será que não é o Alceu? (Levando a mão ao peito) Ai! Como esse assunto me dói!
Narrador: Ed ainda tenta justificar os atos da namoradeira:
Ed: Ela só age assim porque ainda não encontrou o cara certo. Quando ela o encontrar, tenho certeza que ela namora sério! (Pequena pausa) Quando será que ela vai me enxergar?
SONOPASTIA: Telefone
Ed: (Levando um susto) Hã? O telefone! Talvez sejam notícias de Anabella. Desta vez ela terminou com o Juninho. Certeza!

(Ed leva a mão para atender a chamada. Não chega a faze-lo. Desiste).

Ed: Se ela terminou com o Juninho com quem será que ela esta namorando agora? (Resoluto) Não vou atender! Cansei de ser sofredor! Basta!

(Ed levanta-se. Da as costas para o aparelho que continua a tocar).

Ed: E se for uma boa notícia? Talvez chegou a minha vez? Oh meu Deus, que seja uma boa notícia! (Atendendo) Alô!
Voz Feminina: (Microfone) É quem?
Narrador: Uma voz feminina? O coração de Ed disparou. A língua travou.
Voz feminina: Alô? Alô? Alô-ô? Tem alguém do outro lado da linha? Xi! Achou que desligou!
Ed: É-é-é o Ed Falando! Por favor não desligue!
Voz feminina: Hum! Que voz linda você tem! E não é só a voz, o dono dela também é um gato.
Ed: (Tapando o telefone) Oh meu Deus, me ajuda a não ter um enfarto!
Voz feminina: Aqui é a Ana! Eu quero marcar um encontro com você para conversarmos!
Ed: E-encontro? Comigo?
Voz feminina: Sim, com você. No domingo, enfrente a relojoaria, às cinco da tarde! Te espero! Tchau!
Ed: Mas espere eu...
SONOPLASTIA: “Tu-tu-tu” do telefone.
Ed: Claro que vou, Anabella. (Radiante) Anabella, agora você vai ser minha. Meu dia chegou!

(Ed sai de cena).
CENA IV

Narrador: No restante da semana Ed continuou com as mesmas orações vazias.

(Entra Ed. Ele vai ajoelhando-se e fazendo uma oração).

Ed: Senhor, eu te peço que a moça do telefone fosse a Anabella disfarçando a voz. (Pensativo) Se bem que eu tenho certeza que era ela mesmo. Tenho que reconhecer que estava bastante nervoso e por isso eu não consegui reconhecer bem a voz. (Prosseguindo a oração) Amém!
Narrador: Oração relâmpago. Como se não bastasse, ainda cheia de interrupções. Acredito que ela não passou do teto. Talvez nem até ele chegou.

(Apressadamente Ed sai de cena).



ATO II

Cenário: Praça pública.

(Ed entra em cena, trazendo na mão uma flor).

Narrador: Ed chegou ao local do encontro quinze minutos adiantado. Isso era bom porque lhe daria tempo de ensaiar o que iria dizer.
Ed: (Supondo estar beijando a mão da moça) Anabella... (Tosse seco) Cof! Cof! Eu não sei como te dizer... (Noutro tom) Será que está bom assim?
Narrador: Não pensou em algo mais sério?
Ed: Anabella, Anabella, quantos namorados! Se eu não perdi as contas vinte e sete. Como você quer tem uma chance comigo desse jeito? (Noutro tom) Não está bom, melhor, está ridículo.
Narrador: Não pensou algo com um tom cristão?
Ed: Anabella, assim como Deus preparou Rebeca para Isaque, ele preparou você para mim. (Exaltado) Não, não e não! Não está bom! (Noutro tom) Deixa pra lá! Na hora eu improviso.

(Anabella entra em cena).

Narrador: Enfim, Anabella chegou

(Ed percebe a chegada da moça. Fica todo apavorado. Pentea os cabelos, ajeita as sobrancelhas).


Ed: (Percebendo a aproximação da moça) Meu Deus, ela veio! E agora o que que eu faço? (Levando um choque) Xi! Me esqueci de orar hoje!

(Anabella pára a poucos metros do rapaz. Ela nem percebe a presença de Ed. Demonstra impaciência pela demora de alguém que ela está a espera).

Ed: (Dando as costas a moça) O que que eu digo agora? O que que eu digo agora? (Resoluto) Tenho que improvisar! (Numa tosse forçada) Cof! Cof! Eu vou até ela. (Pára) Mas ela falou em frente a relojoaria. E por que que ela está na frente da loja de presentes. Bom! Talvez eu ouvi errado. Entenda estas mulheres! Eu vou esperar aqui! Ela disse relojoaria. Vou esperar aqui!
Narrador: Ué! Ed ainda não fora notado.
Ed: (Tentando chamar a atenção) Anabella, eu estou aqui! (Olhando para o relógio) Puxa que pontualidade! Ainda nem é cinco horas!

(Anabella continua sem perceber a presença de Ed).

Ed: (Dando um tchauzinho) (Com a voz meio cantada) Anabeeelllaaa! Não está me vendooo? (Observando ao seu redor) Também com todo este movimento dificilmente ela vai me enxergar. Eu vou até ela.
Anabella: (Olhando na direção da saída. Direção oposta a de Ed) Oi, amor!
Ed: (Feliz) Iupi! Finalmente me enxergou! E ainda me chamou de “amor”. Ai, meu Deus, acho que vou ter um treco!

(Anabella avança até a saída).

Ed: Hei, Anabella! Onde você vai?
Roberto: (De fora) Demorei muito?
Ed: (Estonteado) Roberto? O meu amigo Roberto?
Anabella: Imagine! Ainda nem são cinco horas!

(O encontro se dá fora de cena).

Roberto: Eu te amo!
SONOPLASTIA: Beijo.
Anabella: Eu também te amo, meu gato!
Ed: (Ainda em estado de choque) Até o meu ex... ex amigo Roberto!

(Ed dá um grito de raiva. Joga a flor do chão. E bufando sai de cena).

Narrador: Ed chorou de raiva. Desconsolado tomou o caminho de casa. De cabeça baixa ia o homem que se sentia o maior perdedor da Terra. (Noutro tom) Mas...
SONOPLASTIA: Flores do Amor (Cristina Mel)

(Entra em cena Ana Clara).

Narrador: Quando deu cinco horas em ponto, desce pela praça uma linda garota.

(Ana Clara pára no local onde estava Ed. Apanha a flor deixada pelo rapaz).

Narrador: Toda arrumada e perfumada para um encontro. Não menos bela que Anabella era Ana Clara. O amor impossível, pelo menos no julgamento de Ed. Ficou enfrente a relojoaria por mais uns vinte minutos.
Ana Clara: (Suspirando, quase em choro) Ele não veio! Que pena! Acho que ele nunca chegou a gostar de mim.

(Ana Clara joga a flor e sai de cena).

Narrador: Ana Clara se foi. Talvez para nunca mais voltar.



Autor: Silvio K. Nakano - silviokn@yahoo.com.br

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/artes/teatro/peca13.html

Peça: Proclamai


PROCLAMAI


Personagens : 14
Narrador
LADO NEGRO 6 – 4 pessoas = 2 estarão já presos
Grupo demo brincando como marionetes nas pessoas.
LADO LUZ - 5

Grupo jovens com faixas nas bocas e bíblia nas mãos:
Jovem egoísmo – "lendo" a bíblia de uma forma só pra si
– "lendo" a bíblia de uma forma só pra si
Jovem preguiça- olhando para cima, bem desligado
- olhando para cima, bem desligado
Jovem sonolência - dormindo
- dormindo
Jovem cego - com uma venda nos olhos
- com uma venda nos olhos
Jovem vergonha– com a bíblia sempre a escondendo de vergonha
– com a bíblia sempre a escondendo de vergonha
Jovem Anjo
Jovem perdida - 1,2
Entra demo com as pessoas e ficam em um canto, rindo.
Entra jovens e vão para outro canto calados.
Entra uma jovem, olha para os dois lados e fica na dúvida para q lado vai, o lado negro a chama animados, ela os olha na dúvida e olha para os da luz, eles estão parados olhando para o alto, outros conversando, e percebendo pela falta de interesse nela, ela se decide pelo lado negro.
Vem um demo e amarra uma mão dela. Eles colocam um nariz de palhaço nela.
Entra outro, como se estivesse com dor, vai até a LUZ, eles encenam preocupações entre eles. Um DEMO cochicha no ouvido de um e manda-o até lá.
Negro chega de mansinho com um sorriso e a convida para estar junto. Ela aceita e colocam um nariz de palhaço nela.
Lado Negro encena diversão, mas suas pressas encenam dor e sofrimento para as presas.
Chega um LUZ sem venda e sem faixa na boca.
Vai até o seu grupo e mostra a eles o lado negro. Luz encena acordando o jovem sonolência, separa a briga, e obriga ao preguiça q está olhando pra cima olhar para o lado negro forçosamente.
Todos entristecem olhando para o lado negro, se envergonham.
Luz pega a Bíblia e mostra q não basta ficar com elas, deve mostrá-lA.
Então ele anda até o lado negro, corta os fios, os outros luzes retiram os faixas da boca e seus cartazes e vão com ele, abrindo suas bíblias e falando para eles de Jesus. Demo se angustiam e sai engatinhando com medo.
Depois de todos libertos, o q tem bíblia prega para um, outro encena uma oração impondo as mãos. Outro com violão e eles cantam alegremente. Outro apenas encenam louvando a Deus.

NARRADOR
Se você tem o Dom de Pregar :
Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
Se você tem o Dom de Louvar : Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.
Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.
Se você tem o Dom de Tocar :
anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade, sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério, ao som solene da harpa.
Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.


(Autora: Daniela Leon Vieira) - acesse www.eclesia.e7.com.br

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/artes/teatro/peca08.html
(A7220515)

Peça: Arquivo

ARQUIVO


Narrador - preto
Reação do personagem - azul
Reação de Jesus - vermelho
Naquele lugar entre a consciência e o sonho, eu entrei em um quarto. Entra estranhando o lugar
Nele não havia nada de incomum, exceto por uma parede coberta por um arquivo de fichas. Vai e olha o arquivo
Era como um daqueles de biblioteca, com várias gavetas que listam títulos por autor ou assunto em ordem alfabética.
Porém estas gavetas, que se estendiam do chão ao teto e aparentavam não ter fim para nenhum dos lados, tinham cabeçalhos um tanto diferentes. Se aproxima como se estivesse lendo os títulos
Ao me aproximar da parede, o primeiro a chamar minha atenção era um que dizia "Pessoas de quem gostei". Usa o dedo como se estivesse lendo
Eu abri a gaveta e comecei a folhear os cartões. Encena como se tivesse aberto e folhando Fechei-a rapidamente leva um susto e fecha , chocado em perceber que reconhecia cada um dos nomes escritos ali. Fica com uma cara de assustado
Então, sem quem ninguém me dissesse nada, soube exatamente onde estava. Andando pensativo, faz sinal com a cabeça como se estivesse entendendo
O quarto sem vida com suas pequenas gavetas era um perturbador arquivo da minha vida. Nele tinham sido escritos meus atos em cada momento,volta a ler os títulos grandes ou pequenos, em detalhes inalcançáveis à minha memória. Os títulos iam do banal ao bizarro.
"Livros que eu li", "Mentiras que eu contei", "Consolos que eu dei", "Piadas que me fizeram rir". Alguns eram quase hilários em sua exatidão: "Coisas que eu berrei para meus irmãos". Ri
Outros não tinham tanta graça: "Coisas que eu fiz nos momentos de ira", "Murmurações que tive em secreto sobre meus pais". Se entristece Eu não parava de me surpreender com o que encontrava.
Quase sempre haviam muito mais fichas do que eu esperava. Algumas vezes menos do que gostaria. Fiquei impressionado pelo enorme volume de minha existência.
Seria possível eu ter tido tempo em meus 27 anos para escrever cada um dos milhares ou talvez milhões de fichas? Mas cada cartão confirmava esta verdade.
Todos estavam escritos com minha letra. E todos tinham sido assinados por mim.
Quando puxei a gaveta "Músicas que eu escutei", puxar como a gaveta fosse enorme concluí que as gavetas tinham o tamanho exato dos seus conteúdos. As fichas estavam colocadas bem justas, mas mesmo depois de dois ou três metros ainda não tinha conseguido encontrar o final. Fechei de volta, envergonhado, se envergonha entristecido nem tanto pela qualidade da música, mas mais pela vasta quantidade de tempo que eu sabia que aquilo representava. Volta olhando para as gavetas
Quando vi a etiqueta que dizia "Pensamentos luxuriosos", senti um arrepio passa a mão nas costas temeroso atravessar o meu corpo. Abri a gaveta uns poucos centímetros, abre devagar como se estivesse espiando sem coragem de descobrir seu tamanho , e puxei uma ficha. Puxa a ficha e lê
Estremeci ao ler sua descrição detalhada. Me causou náusea pensar que momentos assim pudessem ter sido registrados. Uma cólera quase selvagem se apoderou de mim. Só um pensamento dominava minha mente: Faz cara de pânico
"Ninguém jamais pode ver estas fichas! Ninguém deve encontrar este quarto! Eu tenho que destruí-los! "Num impulso insano arranquei a gaveta. Puxa com raiva Seu tamanho já não importava. Eu tinha que esvaziá-la e queimar os cartões. Tenta puxar outra chacoalha
Porém, mesmo segurando suas extremidades e balançando com toda a minha força, nenhum saiu de seu lugar. Em desespero tirei um cartão, tira um cartão e como se estivesse olhando para ele apenas para descobrir que ele era forte como aço quando tentei rasgá-lo. E tenta rasgá-lo
Sentindo-me derrotado retornei a gaveta ao seu lugar. Entristecido volta as gavetas nos lugares
Encostei a testa na parede encosta a cabeça na parece e deixei escapar um longo, profundo, suspiro. Então eu vi. Como se o título tivesse chamado a sua atenção, e aponta como se estivese lendo
O título era "Pessoas com quem compartilhei o Evangelho".
O puxador brilhava admire o puxador mais do que os outros ao seu redor, era mais novo, quase sem uso.
Puxei-o com delicadeza e uma pequena gaveta com uns quatro dedos de comprimento saiu nas minhas mãos. com a palma esticada, como se a gaveta estivesse nas palmas das suas mãos
Dentro havia tão poucos cartões que nem precisei contar. Devolva a gaveta . Aí as lágrimas vieram. Abaixa a cabeça Caí em prantos. Cai de joelhos
Soluçava tão forte que sentia uma dor que começava no estômago aperta o estômago e se expandia pelo corpo todo. Eu gemia de vergonha, da sufocante vergonha de tudo aquilo.
Olha com desespero para aquele arquivo . As fileiras de gavetas confundiam-se em meus olhos lacrimejantes.  Ninguém poderia jamais saber deste quarto. Eu precisava trancá-lo e esconder a chave.
Levanta e começa a enxurgar as lágrimas. Então, enquanto enxugava as lágrimas, eu O vi. E começa a desesperar pela vergonha. Não... Não Ele. Não aqui. Qualquer um, menos Jesus.
Eu O olhava, indefeso, Começa a abrir os arquivos e pega as fichas e lê enquanto Ele abria os arquivos e lia os cartões. Eu não podia suportar ver sua reação. Em desespero acena q Não
Nos momentos em que consegui fitar Sua face vi um pesar mais profundo que o meu. Ele parecia ir intuitivamente para as gavetas mais podres. Porque Ele tinha que ler cada uma das fichas? Finalmente se vira Ele se virou e me encarou do outro lado do quarto.
Ele me olhava com pena em Seus olhos. Mas era uma pena que não me zangava. Abaixei minha cabeça, abaixa a cabeça cobri minha face com as mãos cobre o rosto com as mãos e tornei a chorar. Vai até ele Ele se aproximou e e o abraça me abraçou. Ele poderia ter dito tantas coisas, porém, nenhuma palavra saiu de sua boca. Ele apenas chorou comigo.
Jesus se levanta e vai até o arquivo Depois se levantou e se dirigiu à parede de arquivos.
Começando de uma extremidade Ele puxou uma gaveta, puxa a gaveta e encena q está pegando cada cartão e começa a assinar e, um a um, assinava Seu nome sobre o meu nos cartões.
Corre até ele em um impulso de desespero Eu gritei, correndo até Ele.
Tudo o que eu conseguia balbuciar era "Não, não!" encena Não enquanto eu tirava a ficha de suas mãos. Tira a ficha da não dEle . Seu nome não poderia estar nos cartões. Mas lá estava, escrito com um vermelho tão intenso, olha com emoção para a ficha tão escuro, tão vivo.
O nome de Jesus cobria o meu. Seu Nome estava escrito com Seu sangue.
Pega a ficha com delicadeza das mãos dele Ele delicadamente tomou de volta o cartão. Ele sorriu, com tristeza, e continuou assinando.
Acho que jamais entenderei como Ele pôde fazê-lo tão rápido, pois no momento seguinte eu o vi fechando a última gaveta e voltando em minha direção. Colocou Sua mão no meu ombro e disse: "Está consumado ".
Logo Ele me levou para fora do quarto. Jesus o abraça e sai de cena juntos
Não havia trancas na porta. Ainda existem cartões a serem escritos... depende de cada um de nós o que será escrito lá, oremos em nome deste tão maravilhoso Jesus, para que não mais precisemos nos envergonhar de seu conteúdo.


(Autor : Desconhecido)


NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/artes/teatro/peca05.html
(A72205157)

Peça: A Ponte

A PONTE


ÉPOCA: ATUAL
PERSONAGENS: PEDRO E DOUGLAS


ATO ÚNICO

Cenário: Uma ponte.
(Em cena Douglas. Próximo dele há uma pedra com uma corda amarrada. Ele está terminando de amarrar a corda da pedra no seu tornozelo – preparando-se para cometer suicídio. Pronto o nó, Douglas avança na direção da platéia, como se ali fosse o término da ponte. Douglas pára. Demonstra estar observando o rio correndo lá em baixo. Finge pegar uma pedra invisível no chão e lança-la para o rio. Faz mímica de acompanhar todo o trajeto da pedra ).

Douglas: Será que a água está gelada?

(Entra em cena Pedro. Ele traz consigo uma vara de pescar. Faz que arremessa um pouco de ração. Nenhum personagem percebe a presença um do outro).
(Douglas faz mímica de passar o para-peito da ponte. Com todo cuidado segura sua pedra. Ele fecha os olhos como que para tomar coragem de se lançar ao rio).
(Pedro, do outro lado da ponte, tenta observar se há sinal de algum peixe. Desapontado, apanha seu material de pesca voltando-se para o outro lado da ponte [platéia]).

Pedro: (Percebendo a presença de Douglas) Opa! Talvez deste lado tenha mais peixe. (Aproximando-se de Douglas) Hei, meu amigo! Posso te fazer companhia?
Douglas: (Resmungando) Ah, meu Deus! Será que nem na hora da morte dá para se ter sossego.
Pedro: (Mais interessado pelo rio, não percebe o intento de Douglas) Muito peixe? (Ainda fitando o rio, faz que lança mais um bocado de ração) Ouvi dizer que aqui dá cada tilápia!
Douglas: (Exaltado) Não enche!
Pedro: (Observando melhor Douglas) Hum! Seu estilo me é estranho! Eu não conhecia esta modalidade de pesca!
Douglas: Me deixe só! Não vê que estou querendo me suicidar?
Pedro: (Indiferente) Ah, bom! Eu atrapalho se eu ficar aqui?
Douglas: Atrapalha!
Pedro: Quero pegar uma tilápia... (Olhando para o rio) e para o almoço ainda. Sabe, eu prometi para minha esposa!
Douglas: Vá pra lá! Com você aqui eu não consigo me concentrar.
Pedro: (Apanhando suas coisas) Tudo bem! (Faz que vai embora, mas acaba voltando) Posso fazer uma pergunta?
Douglas: Não!
Pedro: Por que você quer fazer isso?
Douglas: Não quero conversa!
(Douglas fecha os olhos. Prepara-se para se lançar ao rio. Pedro apenas observa).

Douglas: (Percebendo que está sendo observado) O que foi? Será que vou ter que procurar um viaduto?
Pedro: Estive pensando...
Douglas: Guarde pra você. Para o lugar onde estou indo tua opinião não adianta nada.
Pedro: (Ignorando a fala de Douglas) O que leva uma pessoa a partir para a eternidade desta forma?
Douglas: Que eternidade, o que!
Pedro: Vida após a morte.
Douglas: Mais asneiras. (Apronta-se para o salto) Sabe de uma coisa? Eu vou pular. Já perdi muito tempo. Não se aproxime!
Pedro: E se você estiver errado?
Douglas: Vou morrer. Vou descansar em paz.
Pedro: Será que você não está indo porque alguém está te chamando?
Douglas: Você está me confundindo.
Pedro: Inferno...
Douglas: O inferno é aqui mesmo.

(Pedro se prepara para lançar o anzol. Mesmo em meio a conversa, Pedro prossegue sua pescaria).

Pedro: A Bíblia não ensina isso!
Douglas: E por que tanto sofrimento se aqui não é o inferno?
Pedro: A Bíblia nunca prometeu um mar de rosas - “No mundo tereis aflições”. Mas existem armas para sairmos ilesos dessas aflições.
Douglas: Falar é fácil! Você tem uma vida tranqüila. Tem até disposição para vir pescar a esta hora do dia. Com este sol de rachar. Eu não passo de um zé-dos-anzóis. Minha esposa me abandonou. Meus filhos não querem mais saber de mim. Estou desempregado. E para piorar, os cobradores não param de bater à minha porta. Você acha que existe solução para mim? (Prepara-se para o salto) Existe sim, a morte!

(Pedro tenta se aproximar um pouco mais).

Douglas: Não se aproxime! Eu pulo.
Pedro: Eu tenho a solução para você. Acalme-se! Nem todos te abandonaram. O Senhor diz: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.”
Douglas: Mas eu me sinto abandonado.
Pedro: Você é especial!
Douglas: Minha esposa, meus filhos e meus cobradores não pensam assim.
Pedro: Você só é especial porque você é você mesmo. Imaginou? Ninguém pode ouvir os teus pensamentos. Mesmo quando sentiu raiva de alguém, inveja de outra, ou, até mesmo, apaixonou-se por outra.
Douglas: Hum!
Pedro: Só os seus olhos viram tudo o que você viu. Só os seus ouvidos ouviram tudo o que você ouviu. Todos os teus segredos ficaram guardados com você. Isso tudo não dá um sentimento de solidão?
Douglas: (Estourando) Viu? Você tenta me consolar deste jeito. Agora tenho certeza que estou isolado no mundo.
Pedro: Deixe-me concluir. Tudo o que eu disse é apenas meia verdade. Alguém soube os teus pensamentos.
Douglas: Ih! Você está querendo ganhar tempo me confundindo?
Pedro: Ele viu o que você viu. Ouviu cada cochicho captado pelos teus ouvidos. Os teus segredos mais secretos não são tão invioláveis assim! Ele sofreu quando você sofreu... (Douglas demonstra começar a se comover) E sofreu mais ainda quando você insistiu em não lhe entregar sua mão no momento que só ele poderia te ajudar. Tenho certeza que neste momento, assim como na morte do amigo Lázaro, Jesus chora por você.

(Douglas baixa a cabeça demonstrando estar chorando).

Pedro: Ele te fez especial, por isso você é especial para ele. Você é único.
Douglas: Acho que eu não sou mais tão especial para Ele. Eu não passo de um miserável pecador.
Pedro: Não importa qual, muito menos quantos pecados você cometeu. Ele já te perdoou quando morreu lá na cruz.
Douglas: Será que eu não sou um caso perdido?
Pedro: A Bíblia diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem em seu nome.” Para um pai o filho jamais é um caso perdido.
Douglas: Mas será que Ele me aceita como filho?
Pedro: Claro que sim! Jesus diz: “Eis que estou a porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Jesus hoje está batendo a porta de seu coração.

(Douglas desamarra a corda que o prendia a pedra. Pula o para-peito da ponte).

Douglas: O que eu faço agora?
Pedro: Abra a porta do teu coração. Deixe Jesus entrar. Ele quer te dar uma nova vida.

(Douglas se ajoelha).

Douglas: Eu o aceito.
Pedro: Agora eu quero fazer uma oração por você. (Colocando a mão sobre seu ombro) Pai celestial, sei que os céus estão em festa. Aquele que tu sempre amou, e que se perdeu, hoje foi encontrado. Troca a vida dele de angustias, desilusões, pela vida abundante e cheia de alegria que só Tu tem para lhe dar. Escreve o nome dele no Livro da Vida. Amém!

(Cortina).


Autor: Silvio K. Nakano - silviokn@yahoo.com.br



NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/artes/teatro/peca11.html
(A72205157)

Quem somos?


A Cia Agnus Dei traz para o palco a presença viva de Deus, através do Espírito Santo, o qual inspira e atua através de nós, pois somos apenas servos que nas mãos do Oleiro atuam em cada peça como melhor Lhe apraz.

Desde os que montam o espetáculo aos que o representam, tem um propósito em comum: levar a Palavra de Deus aos que assistem e glorificar a Deus, trabalhando com amor e submissão, transferindo toda a glória para Deus.

Não somos artistas, somos evangelistas!!

Nosso trabalho é evangelizar o Mundo e cumprir a ordem dada por Cristo: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho" e fazer isto através do teatro é uma forma criativa, dinâmica e descontraída, mas também é forte, impactante e uma ferramenta eficiente, pois fixa na memória a mensagem transmitida, causando um efeito único aos expectadores, atingindo o ser humano de uma forma ímpar.

Se tocarmos somente a alma do expectador, não faremos diferente do que se vê por aí...Precisamos ir além, ir onde se encontra a necessidade do Homem, no mais íntimo do seu ser, em seu espírito. Trazer Jesus até ele, de uma forma restauradora.

O teatro, é uma destas formas e também um grande desafio aos que estão engajados nessa causa. Dependemos inteiramente de Deus e do Seu Espírito Santo para alcançarmos nossos objetivos e principalmente a perfeita, boa e agradável vontade do Senhor.

Cremos que através da nossa busca, oração, jejum, comprometimento, obediência e submissão a Deus poderemos ser capazes de fazer aquilo que Deus tem colocado em nossas mãos.

Pois como está escrito:

"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" -  João 9:4

Deus abençoe!!!
Que a paz do Senhor esteja com todos!!!


Beijos no coração,

Lu Fernandes



(Imagem: http://www.overmundo.com.br/uploads/agenda/multiplas/1236708190_cena_do_teatro_foto_de_roque_medeiros_623.jpg Acesso: 22/05/2015 16:18hs)