sexta-feira, 22 de maio de 2015

Peça: O leilão de uma alma

LEILÃO DE UMA ALMA


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LEILÃO DE UMA ALMA - Teatro CristãoNesta alegoria uma alma é disputada pela bebida, dinheiro, sexo, fama...
Quem ficará com esta alma
O leiloeiro oferece a alma, fala do seu valor...
Peça que requer poucos recursos, muitas vezes usada em evangelismos.


LEILOEIRO:  Senhoras e senhores, vamos dar início a mais um leilão de almas.
No primeiro lote, nós temos uma peça rara e de grande valor, essa alma pertence a uma pessoa comum, como eu e você, mas não se engane, por traz de uma pessoa comum, independente de ela ser um grande empresário ou um mísero mendigo, existe uma alma de valor inestimável, como essa!
Sem dúvida é uma peça de colecionador, para as pessoas de fino trato e muitíssimo bom gosto. Aquele que arrematá-la não irá se arrepender, pois essa alma, além de não se desvalorizar, é eterna!
Muito bem, alguém gostaria de se arriscar a dar o primeiro lance? alguém se habilita?
BEBIDA:  Eu!
LEILOEIRO:  E quem é você, e qual é o seu lance?
BEBIDA:  eu sou a Bebida, e tenho a oferecer a essa alma a alegria de um copo.
LEILOEIRO:  mais isso é muito pouco, por uma peça tão valiosa... você não tem mais nada a oferecer?
BEBIDA:  mais é claro que tenho! o álcool é um dos maiores prazeres, que o ser humano pode desejar nesses dias de miséria. eu faço o homem esquecer as tristezas, as desilusões, as insatisfações e tudo que o preocupa. quando ele está aflito, eu sou a fuga. quando há dor, eu sou o alívio. quando há angustia, eu sou a alegria!
RELIGIÃO:  é mentira! você tem destruído famílias! esposas e maridos têm brigado por sua causa. as crianças estão infelizes sem seus pais nos finais de semana, embriagados por você. homens estão matando por nada! enquanto outros perderam tudo que tinham, graças a você!
BEBIDA:  hei, peraí! eu não ando de porta em porta oferecendo meus serviços! as pessoas é que me procuram. aliás, só se lembram de mim quando precisam, quando querem se alegrar, quando querem um alívio ou quando os seus organismos imploram a minha presença. vocês deveriam me dar um prêmio pelo bem que eu faço à humanidade! tá pensando que é fácil fazer alguém esquecer seus problemas? não é fácil não! mas eu consigo! bem, pelo menos por algum tempo...
DINHEIRO:  é? mas e depois? e quando o efeito passa? os problemas continuam lá para serem resolvidos! na desesperada busca de alívio, as pessoas se entregam a você de corpo e alma, e se esquecem de viver!
BEBIDA:  o que eu posso fazer se elas não se contentam com o primeiro gole? qualquer coisa em demasia faz mal. e eu não fujo à regra!
LEILOEIRO:  é, dona Bebida, o seu lance não foi suficiente. alguém dá mais?
FAMA:  eu dou o lance maior!
LEILOEIRO:  e o que você tem a oferecer?
FAMA:  eu sou a Fama, e dou “status” às pessoas que me têm. muitos me querem por perto, e através de mim são conhecidas no mundo inteiro. eu ofereço a essa alma uma passagem ao topo da Fama. você terá muitos amigos e publicidade. seu rosto aparecerá em outdoors, em capa de revistas... não é qualquer um que pode ter o seu nome escrito no “hall” da Fama. alguns chegam a se vender ao diabo para isso! mas eu estou aqui lhe oferecendo tudo isso, de mão beijada!
DROGA:  ah é? e o que você me diz de marilyn monroe, que no auge da Fama se suicidou? os falsos amigos, as capas de revistas, a publicidade, nada disso foi suficiente para aliviar a dor que ela sentia. o que ela precisava você não conseguiu, nem tem pra dar!
FAMA:  ora, tudo tem seu preço! ela queria Fama e eu dei. se ela não foi capaz de pagar o preço, a culpa não é minha.
LEILOEIRO:  sinto muito, mas você está oferecendo muito pouco para o que ela realmente vale. algum outro lance?
SEXO:  eu!
LEILOEIRO:  e você, quem é?
SEXO:  e você ainda pergunta? não esta vendo que eu sou o Sexo? eu tenho a oferecer a esta alma muito mais do que uma aventura. posso lhe oferecer os prazeres carnais como luxúria, orgias e muito mais! eu darei a ela uma passagem para um paraíso de delícias intermináveis, eu a transformarei num “sex simbol”! ela será cobiçada por muitos homens! com seu corpo e a minha ajuda, poderá ficar rica num piscar de olhos, unindo o útil ao agradável.
BEBIDA:  espere aí! a quem você está querendo enganar? todos nós sabemos que os seus adeptos são rejeitados pela sociedade!
SEXO:  criança, a sociedade que nos rejeita, com seu discurso moralista, é a mesma sociedade que nos usa em larga escala, às escondidas, tolinho...
BEBIDA:  e o que você me diz das doenças transmitidas por você? muitas das pessoas que se entregam a você, acreditando nesse seu conto de fadas, estão à beira da morte, sendo consumidas pela aids, pedindo a deus que algum cientista descubra a cura para esse terrível mal.
SEXO:  eu uno o útil ao agradável, mas tem que saber me usar. as pessoas querem prazer, e o Sexo é o melhor que existe!
LEILOEIRO:  é, o seu lance também não foi suficiente. esta alma precisa de algo mais real e menos perigoso. mais alguém quer se arriscar?
DINHEIRO:  eu sou o Dinheiro. eu posso comprar qualque coisa, como Bebida, Fama, Sexo, e tudo mais que essa alma desejar. quem tem Dinheiro tem poder, e não há nada mais prazeroso do que ter o poder nas mãos e ser o senhor. não há nada comparável a ver as pessoas aos seus pés como míseros mortais enquanto você, soberano, venerado como um deus!
DROGA:  que história é essa? todo mundo sabe que o Dinheiro não pode comprar felicidade! quantas pessoas se jogam do alto de suas luxuosas coberturas para a morte? o que as levou a fazer isso? o que lhes faltava? garanto que não era Dinheiro! e quanto ao poder? o poder corrompe, enlouquece, e as pessoas se transformam em monstros.
LEILOEIRO:  por favor, mantenham a calma! o senhor me desculpe, mas o seu lance não foi satisfatório. algum lance maior?
DROGA:  o meu lance é maior! essa alma precisa de liberdade, conhecer outros mundos... ela está precisando respirar outros ares! e nada melhor do que eu para ser o passaporte para essa viagem.
LEILOEIRO:  e quem é você? algum agente de viagem?
DROGA:  de certa forma! meu nome é Droga, mas muitos me conhecem como cocaína, cola, crack, êxtase, maconha e por aí afora. mas isto não importa! o importante é que eu tenho a oferecer a essa alma uma viagem do desconhecido. ela vai se sentir capaz de qualquer coisa, vai ter coragem para tudo! e para essa viagem, nada melhor que um “picozinho” na veia, ou um pozinho para abrir seus horizontes.
SEXO:  deixa de mentiras! você só produz fracassados! depois que o seu efeito passa, as pessoas caem num vazio tão grande que a única coisa que elas querem ver pela frente é mais uma dose. e elas não se dão conta de que esse vazio, ao invés de diminuir, só aumenta. você aprisiona as pessoas de uma tal forma, que elas são capazes de fazer qualquer loucura por mais uma dose.
DROGA:  mas o que é isso? a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão se unindo em favor da legalização do meu uso. e não são só os jovens. muita gente de nome e da sociedade me usa com a maior naturalidade. e você ainda que fazer parte do time do contra? se as pessoas me procuram tanto é porque alguma coisa de bom eu devo ter!
SEXO:  você só proporciona viagens sem volta! o que você me diz do elvis presley? ele tinha tudo o que queria. por ter ido ele um pouquinho além da conta foi fatal! você acabou com a vida dele. todas as pessoas que se prendem a você tem o mesmo destino.
LEILOEIRO:  é verdade! seu lance ficou muito além do necessário. será que ninguém vai conseguir dar um lance capaz de arrematar essa alma?
RELIGIÃO:  eu dou o lance maior!
LEILOEIRO:  e o que você tem a oferecer a esta alma?
RELIGIÃO:  bom, para início de conversa, eu sou a Religião, e a minha oferta é dar a essa alma tão preciosa um espírito mais elevado, transformá-la em um espírito de luz, para que ela possa guiar outras almas menos iluminadas para o caminho. sabe, toda Religião é boa, alguma mais liberal, outra mais fechada, mas todas são boas. não importa a que Religião você pertence. o importante é que você esteja ligada a alguma, porque só a Religião pode salvar o homem e elevar o seu espírito até deus. não importa qual. afinal, todos os caminho levam a venda! não é verdade?
DINHEIRO:  mas se toda Religião é boa, e se todos os caminhos levam a deus, o brasil, por ter muitas religiões, deveria ser o país mais abençoado do mundo. no entanto, o que se vê é dor, sofrimento, violência, morte... como você explica isso?
RELIGIÃO:  ora, cada um tem a sua missão ou o seu destino. um nasce para sofrer, enquanto o outro ri. se você faz coisas boas, você recebe coisas boas, mas se você cultiva pensamentos negativos e atitudes negativas, você vai receber coisas más! é a lei da ação e reação! a Religião tem o poder de estimular o indivíduo à prática de boas ações e de caridade para que o seu espírito possa chegar ao grau máximo de evolução! e o que é melhor: em algumas religões, você vai poder elevar o seu espírito até o supremo arquiteto, e ainda, vai aprender a usufruir, com moderação, é claro, dos prazeres da vida – Bebida, Dinheiro, Sexo, Fama... e por que não o vício? só a Religião pode libertar o homem!
FAMA:  mas o que é isso? você caiu em contradição! como pode a Religião libertar o homem, ser a única maneira de salvar a sua alma, se a Religião o aprisiona? como alguém pode ser livre se estiver preso ao Dinheiro, ao Sexo, às Drogas e a todas essas coisas que só servem para destruir sua vida? não estou dizendo que todas essas religiões sejam assim, mas uma Religião como a que você apresentou não pode ser boa para ninguém! e muito menos poderá aproximar alguém de deus!
LEILOEIRO:  ela tem razão! seu lance foi muito abaixo do verdadeiro valor dessa alma! aliás, nem se juntássemos os lances da Bebida, da Fama, do Sexo, do Dinheiro, das Drogas e da Religião, ainda assim não seria suficiente para pagar por ela! essa alma está muito além de suas posses. para arrematar essa alma, é necessário pagar um altíssimo preço, e realmente, não acredito que tenha alguém aqui que possa pagá-lo! fica no ar a pergunta: quem poderá pagar o preço justo por essa alma? quem poderá pagar o preço?
CRISTÃO: o preço já está pago! jesus morreu na cruz por esta alma! e hoje ele quer te libertar! você quer ser livre?
(o cristão continua com uma pregação...).

 


NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://teatrocristao.net/texto/leil_o_de_uma_alma

Peça: Igreja Adormecida

IGREJA ADORMECIDA




IGREJA ADORMECIDA

Personagens: 21

Igreja..............................
Interrogação..................
Mendigo.........................
Político corrupto............
Desviado........................
Prostituta.......................
Drogado.........................
Roqueiro........................
Bêbado...........................
Preso..............................
Menor de rua.................
Espírito Santo ...............
Bandeira – Amor
Bandeira – Alegria
Bandeira – Paz
Bandeira – Longanimidade
Bandeira – Bondade
Bandeira – Fé
Bandeira – Mansidão
Bandeira – Domínio Próprio

Cenário:
O próprio púlpito da igreja, com as luzes acesas normalmente, os personagens vestidos de acordo com sua representação em trajes atuais.
Material:
Roupas
Toca Fitas
Bandeira preta com Interrogação
Bandeira branca com o nome Igreja
Saco de pano preto contendo as frases em tiras de papel de mais ou menos 1 metro:
- Mentira - Inveja - Medo - Divisão - Falta de temor - Falta de fé - Descompromisso - Mundanismo - Rebeldia - Falta de santidade
Bandeira Branca escrito Espírito Santo
9 Bandeiras brancas:
- Amor - Alegria - Paz - Longanimidade - Benignidade - Bondade - Fé - Mansidão - Domínio Próprio
Ato No 01Com música de fundo entra lentamente pela porta principal do templo a Interrogação toda vestida de preto, com o rosto pintado de branco, segurando uma bandeira com o desenho da interrogação (?). Quando a música muda de ritmo ela sai em disparada agitado a bandeira em direção ao púlpito e para subitamente com a música. Agitando a bandeira segue o texto. Após o texto ela sai da mesma forma que entrou com a mesma música e sai em disparada com a mudança de ritmo da música.

 

Musica 001:
Emmanuel Theme - Ronn Huff
(CD Emmanuel Michael W. Smith – Música 1)
Interrogação:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; bom seria se foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Musica 001:
Emmanuel Theme - Ronn Huff
(CD Emmanuel Michael W. Smith – Música 1)

Ato No 02
Com a música tocando entra pela porta principal do templo a Igreja, vestida de branco, com o saco de pano preto sobre um dos ombros, e sobre o outro ombro a bandeira branca escrito igreja, caminhando tristemente, rosto caído, como se estivesse com muito peso sobre as costas. E vai lentamente até o púlpito do templo, anda de um lado para o outro, olha para cima, para os lados, caminha mais um pouco e cai lentamente.

Musica 002:
Intermezzo de "Cavalleria Rusticana" - Pietro Mascagni
(CD Festival Clássico – Música 5)
Ato No 03
Mendigo:Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ei ! Por que ninguém me ouve ?
Por que não me olham ?É por causa das minhas roupas ?
Do meu cheiro ?
Do meu cabelo ?
Dos meus pés descalços ?
Ei tem alguém por aí para me ajudar ?
Por favor!
Estão todos cheios de mim ?
Por favor me respondam !
Não quero o seu dinheiro, as suas roupas, ou a sua comida !
Só quero me sentir gente !
Amado, valorizado !
Ei ! Alguém pode me ajudar.


Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.

Musica 003
Pra Cima Brasil
(CD Simplesmente João - Música 3)
Ei !Eu sei que você é a igreja, e a única que pode me ajudar.
Por favor, olhe para mim !Não consigo mais viver assim !Me ajude ! Por favor, socorra-me !Ei ! Acorde, vamos, me ajude, por favor Só quero ser amado.
Acorde ! acorde, vamos, acorde, acorde, ajude-me ...

Ato No 04

Político Corrupto:

Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Aaaaaaaah !Quem vê de longe não vê aqui dentro !
Cansado de tanta propina !
Da troca de votos por pão, por leite, ou outra coisa qualquer !
Do medo de um dia ser desmascarado, apanhado, ser visto nos jornais como um ladrão qualquer.
Será que há alguém para me ajudar ?
Ajudar a ser diferente.
A buscar os interesses do povo que me escolheu ?


Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.
Musica 004
Em Nome da Justiça – João Alexandre
(CD Todos São Iguais – Música 9)Igrejaaaaaaaa !Igrejaaaaaaaa !
Somente você para mudar meu caráter!Somente você para me fazer um Daniel, um José, políticos de Deus e cheios do seu amor !
Mas ...
Mas, Igreja você não se mexe, fica ai dormindo !
Será que não consegues me ouvir ?
Ei Igreja !
Me ajude a mudar minhas atitudes ...
Igrejaaaaa !
Acordeeee !
Vamos acorde deste teu sono !
Vamos ....

Ato No 05
Desviado:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Socorro !
Socorro !
Eu sei que Jesus voltará logo logo !
Este peso não sai do meu coração !
As lembranças das bênçãos !
Das lágrimas de alegria !
Do gozo do Espírito Santo !
Saudades de pregar a Palavra, de anunciar Jesus !
Aaaah !
Maldita hora que saí dos caminhos do Senhor !
Agora, fora, longe, perdido, oprimido !
Quanto medo daquele dia, da volta do Senhor !

Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.


Musica 005
Olhos no Espelho – João Alexandre
(CD Simplesmente João – Música 2)Ei Igreja !
Já fiz parte do teu corpo !
Me esqueceste ?
Me abandonastes ?
E a parábola do filho pródigo ?
Por favor Igreja !
Só você para me ajudar !
A me trazer aos braços do Pai.
Igrejaaaa !
Parece que não me ouves, não mês escutas !
O que ouve com o teus braços ?
Igrejaaaa !

Socorro...

Ato No 06
Prostituta:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ola !
Eu sou da noite !
Vivo da noite !
Sim ... escrava da noite !
Por uns trocados, uma dose, uma cheirada... vendo meu corpo
Mas... no fundo
A agonia,
O desgosto,
O terror de não ser amada !
Ser vendida como mercadoria !
Será que existe alguém para me amar ?
Amar de verdade, amar sem troca ?
Musica 006Esquina Cruéis – João Alexandre
(CD Todos São Iguais – Música 8)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.
Igreja ?
Cadê você ?
Cadê você que anunciava o nome do salvador pelas ruas ?
Pelas esquinas pregavas de Maria Madalena !
Igreja acorde !
Preciso de você !
Preciso de você pra sair desta vida !
Não agüento mais !
Socorro !

Será que podes me ouvir ainda !
Ato No 07 Drogado:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,E aí !Qual foi ?
Não to legal !
O crack, o pó e a erva já me levaram tudo !
Meu carro, meu emprego, minha grana.
Minha família, tudo
Tudo já se foi.
Agora os homi tão atras de mim
Porque roubei alguns bagulhos por ai
Pra pagar o traficante.
Acho que não tenho mais saída !
Essa vida não vale a pena.
Meus olhos vermelhos, minhas veias sempre cheias
Dessa maldita droga ...

Musica 007Que Vida é Essa – Marcos Vinícius
(CD Descerá Sobre Ti – Música 07)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.Será que você pode me ajudar
A largar disso ?
A Ter nova vida ?
Uma nova esperança ?
Um novo sorrir ?
Mas...
Mas você ta aí inerte, não se mexe
Por que Igreja você fica ai tão quieta ?
Por que ?
Ato No 08
Roqueiro: Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ei você !Sabia que eu tenho nojo ?
Nojo do que eu canto !
Das letras que falam de amor,Sem eu nunca ter me sentido amado !Das letras que falam de justiça,De paz, de vida, amizade. Que falam dos drogados, dos mendigos, dos gays !Ficaram somente nas letras e nos acordes da guitarra !As mesmas luzes, as mesmas drogas !As mesmas noitadas !As mesmas orgias ! Aaaah ! Eu daria a minha vida por um momento de paz !


Musica 008
Vem chegando – Marcos Vinícius
(CD Dom da Vida – Música 3)Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.
Ei você ai deitada ! Eu vim receber vida
Eu vim receber paz, amor, entendimento
Você é a Igreja ?
Cadê os braços estendidos ?
O sorriso nos lábios ?
A música alegre ?
Os cânticos de vitória ?
O som dos anjos ?
Aquela sonzera alegre e vibrante que nos traz vida ?
Igreja preciso de você !
Olhe ao teu lado !
Tantos caídos e querendo que você nos ajude !
Levante ! por favor olhe para nós e faça alguma coisa !

Ato No 09Bêbado:Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Eiiii !
Quem são vocês ?
Por que me olhas deste jeito ?
Foram apenas alguns goles !
E eu bebi tudinho !
Meus amigos me pagaram.
E daí bebi !
Bebi, até me expulsarem do bar
Minha mulher me deixou
Meus filhos tem vergonha de mim
Meus parentes me desprezam
Acho que é mais uma sarjeta!


Musica 009
Nuvens Negras – Geraldo Alcântara
(CD Adoração – Música 7)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.Igreja !
Igreja !
Levanta-te e me socorras
Me tire da sarjeta.
Me ajude, eu sei que somente tu podes !

Vai, lente, e me ajude.

Ato No 10

Preso:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Trinta anos !
Trinta anos de solidão
No meio de um inferno
Um turbilhão de sintomas da morte !
Todos os dias, dia após dia,
O medo, a solidão, a miséria.
Neste deserto !
Existe alguém ?
Pelo menos pra dizer: oi tudo bem !
Por favor ! LiberdadeMusica 010 Tocar nas Vestes – Marcus Vinícius
(CD Descerá Sobre Ti– Música 7)
Chegando ao púlpito, ele olha a Igreja, caminha em volta dela. Olhando pra cima com os braços estendidos para o alto.Igreja ?
Eu preciso de liberdade !
Ainda que esteja preso,
Mas, aqui dentro, eu careço de liberdade
E só você para me mostrar o caminho
Vamos igreja acorde !
Acorde logo !
Muitos companheiros de cela já se foram
E nem provaram do amor de Deus
Que você tem em suas mãos !Acorde, acorde logo !
Ato No 11
Menor de Rua:
Levanta-se do meio do povo, caminhando lentamente, olhando nos olhos do povo, com cara de indagação, indo em direção ao púlpito,
Ei tio !
Me dá um troquinho !
Pra ajudar minha mãe !
Ei tia !
Me dá um pão !
É ...
Todo mundo me vira a cara,
Diz que hoje não tem, hoje não dá !
Me fecham o vidro do carro na sinaleira !
É ...
Cadê meu pai ? a FEBEM ?
Cadê minha mãe ? a cola ?
Cadê meus irmãos ? a rua ?

Musica 011
Os pequeninos – Asaph Borba
(CD Adoração 2 – Música 11)
Igreeeeeejaaaa !
Seja minha mãe !
Seja meu pai !
Seja minha família !
Mas acorde !
Todo mundo já dorme pra mim
Só resta você !
Por favor só você pode me ajudar !
Ato No 12
Todos em volta da igreja, alguns sentados, outros ajoelhados, outros em pé, olhando para ela.
Mendigo:
Por favor igreja eu preciso de amor, ser amado, ter valor, e só você pode me valorizar.
Prostituta:
É só você para nos tirar do pecado, do medo, da noite.
Menino de Rua:
Vamos seja nossa mãe, nosso pai, por favor.
Só resta você, todos nos viraram o rosto, nos abandonaram.Roqueiro:
Se você não nos ajudar quem poderá !
Ei acorde nos ajude !
Mendigo:
Vamos acorda-lá!
Acorde Igreja !
Acorde Igreja !Todos:
Acorde, nos ajude !Acorde, vamos
Saia deste sono !

Musica 002:
Intermezzo de "Cavalleria Rusticana" - Pietro Mascagni
(CD Festival Clássico – Música 5)

Os personagens em torno da Igreja deitada, pedindo para que ela se levante, alguns chorando, implorando para que ela se acorde.

A Igreja acorda sonolentamente, com a saco de pano preto em seus ombros, boceja, olha ao seu redor, olha para cada um deles, lhe toca seus rostos, alisa seus cabelos, mas sempre fazendo um afeição de não poder fazer nada, tenta levantar os que estão sentados ou de joelhos mas não consegue, tenta de novo, olha pra cima, faz sinal de não poder fazer nada.

Cai no chão novamente em profundo sono, os demais personagens entram em desespero, desanimam, alguns tentam correr e os demais tentam segurá-los, voltam apontando para a Igreja, lamentam-se, e ficam ajoelhados olhando tristemente para a Igreja.

Ato No 13

Musica 012
Agnus Dei – Michael W. Smith
(CD Gospel – Música 09)
Espírito Santo
Tocando a música, entra pela porta principal do templo de maneira triunfal, com roupas largas, sorriso encantador em seu rosto, com a maior bandeira branca escrito nela Espírito Santo, balançando a bandeira lentamente de um lado para o outro, caminhando lentamente em direção ao púlpito onde estão os demais personagens, juntamente com as outras nove bandeiras, cada uma representando os frutos do Espírito Santo.

Chega ao meio dos demais personagens e estendendo a mão toca o ombro da igreja, a Igreja desperta do sono e levanta-se ainda com o saco de pano preto em seus ombros.

Olha para a Igreja sorri, e demonstra sem falar, apenas com gestos, que sem ele, ela continuará a dormir.

Os frutos do Espírito posicionam-se atrás lado-a-lado um dou outro de costas para a parede.

Musica 013
Man of Sorrows – Larnelle Harris
(CD Emmanuel (Michael W. Smith) – Música 14)
Girando em torno da igreja olhando nos seus olhos, observa espantadamente que ela tem algo sobre os seus ombros, diferente de sua roupa, olha espantado. E como que perguntasse o que era aquilo estendendo a mão, lhe pede o saco de pano preto. A Igreja tenta negar, se esconder, tentando enganar, mas ele insiste, até que ela sede.
Enquanto isso, os dons realizam uma coreografia na mesma música.

O Espírito Santo toma o saco de pano preto, abre, e olha entristecidamente para dentro do saco, e retira a primeira faixa mostrando para o público, e assim por diante, até a última.

Musica 014
Sara Senhor Esta Nação – Asaph Borba
(CD adoração 2 – Música 01)

Com a música de fundo tocando, a igreja cai em prantos aos pés do Espírito Santo, Ele a toca a cabeça, e ergue-a pela mão, ela levanta com alegria e com júbilo, sorridente

Musica 015
Intermezzo – Georges Bizet
(CD Festival Clássico – Música 08)

A igreja ao som desta música toma as mãos do espírito santo, e sai caminhando pelo corredor do templo como quem dança ao som desta música, juntamente com os dons atrás, e os demais personagens.


Autores: 
Estilos: 
Temas: 

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://teatrocristao.net/texto/igreja_adormecida

Peça: Alguém Faça Alguma Coisa


ALGUÉM, FAÇA ALGUMA COISA

ÉPOCA: ATUAL
PERSONAGENS: 
JOSUÉ, MULHER, VOVÔ, NETINHO, UM HOMEM MORIMBUNDO

Cenário: Uma rua deserta.

(Entra em cena um homem ferido. Com dificuldade dá alguns passos meio cambaleando. Pára. Leva a mão ao abdômen. Está ferido e perdendo sangue. Respira com dificuldade. Dá mais uns dois ou três passos, caindo desacordado).

(Entra em cena Josué. Ele se veste de bermuda e regata, com seu boné e Havaianas. Distraído brinca com um io-io *)
(* Poderá ser uma bola de borracha, um minigame, etc.)
(Josué estoura uma bola de chiclete. Ainda distraído quase tropeça no corpo estendido no chão).
Josué: (Levando um susto, salta sobre o corpo) Meu Deus, o que é isso? (Para o homem) O senhor não esta passando bem? Está precisando de ajuda? (Examinado o corpo) Talvez um médico?
 (Josué tenta perceber se alguém se aproxima).

Josué: (Para alguém fora de cena) Hei, você! Me ajude! Tem um homem ferido aqui. Ele está precisando de um médico. (Furioso) Virou as costas. Queria ver se fosse com tua mãe, seu... seu...

(Pelo outro lado do palco entra em cena uma mulher)

Mulher: (Curiosa) O que aconteceu?
Josué: Ele está desmaiado. Parece que levou uma facada. Está perdendo muito sangue. (Lançando-lhe um olhar de desafio) Alguém precisa chamar uma ambulância.
Mulher: (Fingindo não entender a indireta) Você tem razão! Alguém precisa chamar uma ambulância – e depressa! (Insinuativa) Antes que seja tarde demais. (Noutro tom) Vem vindo alguém aí! Talvez possa ajudar.

(Entra em cena vovô e seu netinho)

Netinho: O que está aconteceu com aquele homem, vovô?
Vovô: Só pode ser um vagabundo! Deve ter bebido além das contas.
Netinho: É, vovô! Só pode ser um pinguço!
Vovô: Ele deve estar num coma alcoólico.
 (Josué examina o corpo)
 Josué: (Para o Vovô) Não, não há cheiro de álcool. Ele está ferido.
Vovô: (Observando melhor o corpo) Coitado! E... alguém já chamou uma ambulância?
Josué: Ainda não encontramos ninguém que esteja disposto ajudar.
Vovô: Alguém precisa chamar uma ambulância. Este homem pode morrer aqui na rua. Alguém, chame uma ambulância!
Netinho: (Aproximando-se do corpo) Ambulância? Que emocionante!
Vovô: (Puxando-o pelo braço) Quietinho, seu xereta! Não fale assim. Você está envergonhando o vovô.
Mulher: (Em desespero) Ele já perdeu muito sangue. Tá precisando de um médico com urgência.
Josué: É isto mesmo! Alguém chame uma ambulância. Pelo amor de Deus!
Vovô: (Para Josué) Você o conhece?
Netinho: (Lançando um olhar sobre o corpo) Não parece o Arnaldo? Ë o Arnaldo!
Vovô: Não é! Eu nunca vi este homem antes.
Mulher: Chega de conversa! Vamos chamar uma ambulância.
Netinho: (Tentando se aproximar novamente do corpo) Será que ele ainda está vivo, vovô?
Vovô: (Puxando-o pelo braço) É claro que está! Não fale bobagem.
Mulher: (Vai até a extremidade do palco) Será que alguém já ligou para o pronto-socorro?
Josué: (Aproximando-se dela) Acho que não tem telefone aqui por perto.
Netinho: Será que ele tem plano de saúde?
Vovô: Menino, agora isso não interessa. Uma vida precisa ser salva.
Mulher: (Em angústia) Será que alguém já chamou os médicos?
Josué: (Num desafio) E por que não vai a senhora?
Vovô: E isto mesmo! Só discute, discute e não faz nada.
Mulher: Que cavalheiros vocês são, hein!
Vovô: (Para Josué) Você ainda é jovem... por que não vai você?
Josué: Eu não! Cheguei primeiro e já fui tomando providências. (Mulher e Vovô lançam-lhe um olhar) É... bom... fui eu que comecei a tentar encontrar alguém para ajudar. Além do mais... (Examina o corpo) Alguém precisa ficar cuidando dele enquanto os médicos não chegam. Por que não vai o senhor?
Netinho: É sim, vovô, vamos!
Vovô: (Tossindo) Eu já sou velho. Sou fraco. Não posso fazer grandes distâncias. Vá, você!
Josué: (Ainda examinando o corpo) Vá o senhor!
Vovô: Eu não vou!
Josué: (Percebendo algo de estranho) Silêncio um pouquinho, por favor!
 (Josué examina com mais cuidado a vítima. Não acreditando no resultado tenta sentir seus batimentos cardíacos)
(Josué lentamente levanta-se)
 Josué: (Engolindo as lágrimas) Eu lamento!
Mulher: Eu não acredito!
Vovô: Não pode ser!
Josué: (Protestando) É uma pena que o Governo não faz nada pela saúde. Hoje poderia ser salvo uma vida.

(Hipocritamente, os personagens abraçam-se num consolo mutuo).
(Netinho é o único que fica de fora) 
Josué: (Para a Mulher) Não fique assim! Ajuda-lo não estava a nosso alcance.
Vovô: Foi uma pena!
Netinho: E agora? Quem será que vai chamar a funerária?
Vovô: Sai daí, seu xereta! 
(De mãos dadas os personagens saem de cena) 
Josué: Hei, vejam! Alguém já tinha percebido aquele pronto-socorro ali em frente?

Fim
APELO: Poderá ser desenvolvida uma mensagem com o tema: O Pecado da Insensibilidade. Um bom texto para isso poderá ser o de Tiago 4:17  “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”

Autor: Silvio K. Nakano - silviokn@yahoo.com.br

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte:

Peça O Telefonema

O TELEFONEMA


ÉPOCA: ATUAL
PERSONAGENS: ED, ANABELLA, ANA CLARA, ROBERTO


ATO I


CENA I

Cenário: Quarto de Ed.

(Entra Ed, trazendo consigo uma flor e um porta retrato).

Ed: (Com ar de apaixonado) Anabella! Anabella! (Suspirando) Que olhos!... E que cabelos! (Apalpando o porta retrato como se estivesse tocando-a) E que pele! (A cada pausa um beijo) Você ainda... vai ser... minha... Anabella! Escutou? Minha!

(Ed troca o porta retrato por um travesseiro. Abraça-o forte como se fosse a amada).

Narrador: Como vocês podem perceber nosso amigo Ed nutre uma paixão desmedida por uma garota. E que pelo jeito não é correspondida.
Ed: (Infantil) Anabella! Mas como você é bela!
Narrador: Pior, esta paixão está o deixando até doente.

(Ed senta-se no chão. Deixa a “namorada” jogada ao lado. Fica cabisbaixo).

Ed: Ninguém me ama! Eu sou irremediavelmente feio. Só pode ser isso! Ninguém dá bola pra mim.
Narrador: Não é difícil saber quem é que adora quando nos encontramos nesse estado.
Ed: (Numa falsa alegria) Eu não posso ficar assim! (Pouco convincente) Eu sou vencedor!
Narrador: (Irônico) Com essa determinação não sei se vai muito longe.
Ed: Vou orar!
Narrador: Taí uma boa idéia!

(Ed imita estar fechando a janela. Depois vai até uma falsa porta. Verifica se tem alguém se aproximando. Faz que tranca a porta).

Narrador: Parece que Ed está querendo orar em secreto.
Ed: (Olhando para o céu) Senhor, agora é só eu e Você. (Apanhando o travesseiro) Ah, e a Anabella também. (Ajoelha-se abraçado ao travesseiro). Senhor, eu quero te fazer um pedido. Sei que já é pela milésima vez que eu peço. E Tu já sabe qual é o meu pedido. Preciso de uma namorada. Mas eu não quero qualquer uma, eu quero a Anabella. Só a Anabella me fará feliz. A Anabella precisa ser minha. Eu só tenho olhos para a Anabella. Dá a Anabella pra mim, Senhor. (Pensativo) Hum! Acho que estou sendo um pouco egoísta. (Prosseguindo a oração) Senhor, eu quero ser da Anabella. Que ela ore para que eu tome coragem para pedi-la em namoro. Acho que era só isso! Amém!
Narrador: Oração típica de um guerreiro inexperiente. Despejou palavras... Oração que correm o risco de jamais serem atendidas.
SONOPLASTIA: Telefone
Ed: (Resmungando) Deve ser a Anabella! Pensamento positivo, Ed! É a Anabella!
Narrador: Isto que é fé. Anabella nem ao menos deve saber o número dele.
(Ed tosse. Arma-se para atender o telefone. Desiste. Arruma-se todo. Penteia o cabelo. Até borrifa um pouquinho de um líquido para melhorar o hálito).
Ed: Alôôôô!
Roberto: (Microfone) Que voz é essa, Ed? Não estou te reconhecendo, rapaz! Não sei não, hein!
Ed: Não enche, Roberto! Pensei que fosse outra pessoa.
Roberto: Tenho novidades para você.
Ed: Novidades. (Tapando o telefone) É sobre a Anabella. Certeza! (Prosseguindo a conversa ao telefone, demonstrando falta de interesse) Novidade?
Roberto: Prepare teu coração. É melhor você se sentar. É sobre a Anabella.
Ed: (Entusiasmado) Anabella? Conta logo, cara! (Para si mesmo) Eu sabia! Valeu o pensamento positivo!
Roberto: Na verdade são duas.
Ed: Duas? Melhor ainda.
Roberto: Vai com calma! Uma é boa...
Ed: A outra é melhor ainda.
Roberto: Não! A outra é péssima. Qual você quer primeiro?
Ed: Por que será que na vida tudo tem que ser sempre assim! (Pequena pausa) Vai! Primeiro a boa. Quanto a péssima, eu já estou acostumado.
Roberto: (Fazendo suspense) Anabella... (Interrompe) Mas, trocando de assunto. Que jogão de bola ontem, hein!
Ed: Cara, não enche! Tá querendo me matar de aflição!
Roberto: Tá preparado?
Ed: Vai logo!
Roberto: A Anabella... Prepare os foguetes... Ela desmanchou com o Renato.
Ed: Iupi! Você aguarda um pouquinho na linha! Um momentinho só!

(Ed larga o telefone e ajoelha-se).

Ed: (Orando) Obrigado, Jesus! Tinha certeza que minha oração seria atendida.

(Ed apanha novamente o telefone).

Ed: Ela terminou o namoro com o Renato, jura? Me conta mais veio! Você merece um beijo.
Roberto: Dispenso. Preparado para a ruim?
Ed: (Em transição de feliz para preocupado) A ruim? A ruim não deve ser tão ruim trágica assim! A boa já me valeu o dia!
Roberto: A Anabella começou namorar com o André.
Ed: Não pode ser!
Roberto: Pode sim!
Ed: Não pode ser! Com ele não. Até aquele... aquele... Mas ele é um pilantra! Coitinha dela! Garanto que ele iludiu a pobrezinha! Mas como ela á ingênua!
Roberto: Olha quem fala! Eu lamento! Suponho que não queira mais conversa por hoje. Tchau!
Ed: (Largando o telefone) Anabella! (Olhando para o céu) O Senhor não se sensibiliza? Não vê que estou sofrendo?

(Cabisbaixo, Ed sai de cena).

Narrador: Pois é, o Ed não aprende mesmo. E o pior: pensa que a culpa é de Deus. A Anabella tem pinta de que não é o tipo de pessoa que o Senhor “sonhou” para Ed. Menina namoradeira, já terminou com o Douglas, o Filipe, o Beto, o Tony e agora com o Renato. Pior á que esta lista é apenas desta quinzena! Tenho a impressão de que se a oração de Ed fosse atendida, no mínimo lhe resultaria em dor de cabeça – ou, talvez, do coração. Anabella nunca apreciou um relacionamento sólido. Ela adora mesmo é, como dizem por aí, “ficar”!



CENA II

(Ed entra. Demonstra estar aflito. Olha para o céu, sem firmar o olhar volta a olhar para chão ).

Ed: (Tímido) Senhor, Você ainda está aí? (Arrependido) Eu não queria ter dito aquilo. Sei que errei. Também não deveria ter usado aquele tom de voz com Você. Gostaria que me perdoasse. Pai, Você sabe que me descontrolo só de imaginar a Anabella nos braços de outro. Paizinho, eu quero ela para mim. Será que é pedir demais? Será que isso não está ao seu alcance?
Narrador: (Como se dirigisse a Ed) Hei! Você já experimentou perguntar ao Senhor se é a Anabella quem Ele preparou para você?
Ed: (Assumindo a fala do narrador como se fosse de sua consciência) Que idéia mais besta! É claro que a Anabella é a pessoa ideal para mim. Afinal, Deus sempre quer o melhor para os seus filhos.
Narrador: E se não for?
Ed: (Depois de breve pausa) Claro que é! (Tapando os ouvidos) Isso só pode ser a voz do inimigo tentando me ver triste. Logo hoje que eu tenho certeza que a Anabella vai me convidar para tomar sorvete. (Noutro tom) Já sei! Vou ler a Bíblia!
Narrador: Parabéns! Finalmente uma boa idéia. Você está começando a querer trilhar o caminho certo.

(Ed vai a cata de sua Bíblia. Vasculha todo o quarto. Procura nos lugares mais absurdos).

Ed: Onde está ela? Eu tinha certeza que havia deixado aqui. (Procurando em outro lugar) Aqui não! (Idem) Aqui também não.
Narrador: Pelo visto a vida de Ed não está mais organizada que seu quarto.

(Ed encontra a Bíblia. Sopra nela para tirar uma espessa camada de pó).

Ed: Faz um bom tempo que eu não me aplico a leitura. (Tossindo pelo excesso de pó) Cof! Cof! Cof!
Narrador: (Irônico) Não é de se admirar tamanha desorientação!

(Ao folhar a Bíblia, Ed deixa cair uma foto).

Ed: (Surpreso) O que será que a foto da Ana Clara está fazendo aqui?
Narrador: Mas que confusão! Quantas “Anas” existem na vida de Ed?
Ed: (Fechando os olhos como que para voltar no tempo) Ana Clara! Sem dúvida foi a garota mais linda pela qual eu me apaixonei. (Fechando os olhos abraça a foto)
Narrador: Ana Clara foi uma antiga paixão. E quanto ele orou para namorar com ela. Mas sempre aquela mesma oração vazia. Colocava nome a futura namorada, não deixando Deus agir pela sua soberania. Isso só poderia resultar em uma oração não respondida. E a vida sentimental continuava sendo abalada. Ed havia tomado coragem. Estava pronto para declarar seu amor, quando...
Ed: Você tinha que ter ido embora.
Narrador: Ana Clara mudou-se para uma cidade distante. Sem ao menos desconfiar dos sentimentos de Ed.
Ed: (Arrependido) O que estou fazendo? (Guardando a foto na Bíblia) Desculpa Ana Clara... digo... Ana... Anabella! Eu não quero ser infiel!

(Ed fica alguns segundos em silêncio. Abre novamente a Bíblia. Dá uma última olhada na foto. Suspira, como se a paixão estivesse para retornar. Fecha a Bíblia. Arrependido, deixa o Livro em qualquer canto).
(Ed sai de cena)

Narrador: O que é pior: o cabeça dura nem leu a Bíblia. (Chamando) Hei! Ed, volta aqui! Vem ler a Bíblia!



CENA III

Narrador: Era quarta-feira de uma preguiçosa tarde de verão.

(Entra Ed. Todo sorridente, traz consigo uma margarida. Assovia uma alegre canção).

Narrador: Naquela tarde Ed estava muito feliz.
Ed: (Retirando as pétalas da flor. A cada pausa uma pétala) Ela me ama... ela gosta de mim... ela é apaixonada por mim... ela quer namorar comigo... (é a última pétala) Ela quer casar comigo. (Feliz) Irra! Hoje é meu dia de sorte!
Narrador: Ed estava pressentido que Anabella havia desmanchado com o Juninho. Juninho? Ë que depois do Renato houveram mais três. Mas, o sofredor, digo, fiel Ed não perdeu as esperanças.
Ed: Eu tenho fé. Anabella você ainda vai ser minha. Eu ainda te levo para o altar. Eu tenho certeza. Uma certeza absoluta. Hoje você terminou com o Juninho. (Pensativo) Juninho ou Paulinho? Não, com o Paulinho ela terminou na segunda. Será que não é o Alceu? (Levando a mão ao peito) Ai! Como esse assunto me dói!
Narrador: Ed ainda tenta justificar os atos da namoradeira:
Ed: Ela só age assim porque ainda não encontrou o cara certo. Quando ela o encontrar, tenho certeza que ela namora sério! (Pequena pausa) Quando será que ela vai me enxergar?
SONOPASTIA: Telefone
Ed: (Levando um susto) Hã? O telefone! Talvez sejam notícias de Anabella. Desta vez ela terminou com o Juninho. Certeza!

(Ed leva a mão para atender a chamada. Não chega a faze-lo. Desiste).

Ed: Se ela terminou com o Juninho com quem será que ela esta namorando agora? (Resoluto) Não vou atender! Cansei de ser sofredor! Basta!

(Ed levanta-se. Da as costas para o aparelho que continua a tocar).

Ed: E se for uma boa notícia? Talvez chegou a minha vez? Oh meu Deus, que seja uma boa notícia! (Atendendo) Alô!
Voz Feminina: (Microfone) É quem?
Narrador: Uma voz feminina? O coração de Ed disparou. A língua travou.
Voz feminina: Alô? Alô? Alô-ô? Tem alguém do outro lado da linha? Xi! Achou que desligou!
Ed: É-é-é o Ed Falando! Por favor não desligue!
Voz feminina: Hum! Que voz linda você tem! E não é só a voz, o dono dela também é um gato.
Ed: (Tapando o telefone) Oh meu Deus, me ajuda a não ter um enfarto!
Voz feminina: Aqui é a Ana! Eu quero marcar um encontro com você para conversarmos!
Ed: E-encontro? Comigo?
Voz feminina: Sim, com você. No domingo, enfrente a relojoaria, às cinco da tarde! Te espero! Tchau!
Ed: Mas espere eu...
SONOPLASTIA: “Tu-tu-tu” do telefone.
Ed: Claro que vou, Anabella. (Radiante) Anabella, agora você vai ser minha. Meu dia chegou!

(Ed sai de cena).
CENA IV

Narrador: No restante da semana Ed continuou com as mesmas orações vazias.

(Entra Ed. Ele vai ajoelhando-se e fazendo uma oração).

Ed: Senhor, eu te peço que a moça do telefone fosse a Anabella disfarçando a voz. (Pensativo) Se bem que eu tenho certeza que era ela mesmo. Tenho que reconhecer que estava bastante nervoso e por isso eu não consegui reconhecer bem a voz. (Prosseguindo a oração) Amém!
Narrador: Oração relâmpago. Como se não bastasse, ainda cheia de interrupções. Acredito que ela não passou do teto. Talvez nem até ele chegou.

(Apressadamente Ed sai de cena).



ATO II

Cenário: Praça pública.

(Ed entra em cena, trazendo na mão uma flor).

Narrador: Ed chegou ao local do encontro quinze minutos adiantado. Isso era bom porque lhe daria tempo de ensaiar o que iria dizer.
Ed: (Supondo estar beijando a mão da moça) Anabella... (Tosse seco) Cof! Cof! Eu não sei como te dizer... (Noutro tom) Será que está bom assim?
Narrador: Não pensou em algo mais sério?
Ed: Anabella, Anabella, quantos namorados! Se eu não perdi as contas vinte e sete. Como você quer tem uma chance comigo desse jeito? (Noutro tom) Não está bom, melhor, está ridículo.
Narrador: Não pensou algo com um tom cristão?
Ed: Anabella, assim como Deus preparou Rebeca para Isaque, ele preparou você para mim. (Exaltado) Não, não e não! Não está bom! (Noutro tom) Deixa pra lá! Na hora eu improviso.

(Anabella entra em cena).

Narrador: Enfim, Anabella chegou

(Ed percebe a chegada da moça. Fica todo apavorado. Pentea os cabelos, ajeita as sobrancelhas).


Ed: (Percebendo a aproximação da moça) Meu Deus, ela veio! E agora o que que eu faço? (Levando um choque) Xi! Me esqueci de orar hoje!

(Anabella pára a poucos metros do rapaz. Ela nem percebe a presença de Ed. Demonstra impaciência pela demora de alguém que ela está a espera).

Ed: (Dando as costas a moça) O que que eu digo agora? O que que eu digo agora? (Resoluto) Tenho que improvisar! (Numa tosse forçada) Cof! Cof! Eu vou até ela. (Pára) Mas ela falou em frente a relojoaria. E por que que ela está na frente da loja de presentes. Bom! Talvez eu ouvi errado. Entenda estas mulheres! Eu vou esperar aqui! Ela disse relojoaria. Vou esperar aqui!
Narrador: Ué! Ed ainda não fora notado.
Ed: (Tentando chamar a atenção) Anabella, eu estou aqui! (Olhando para o relógio) Puxa que pontualidade! Ainda nem é cinco horas!

(Anabella continua sem perceber a presença de Ed).

Ed: (Dando um tchauzinho) (Com a voz meio cantada) Anabeeelllaaa! Não está me vendooo? (Observando ao seu redor) Também com todo este movimento dificilmente ela vai me enxergar. Eu vou até ela.
Anabella: (Olhando na direção da saída. Direção oposta a de Ed) Oi, amor!
Ed: (Feliz) Iupi! Finalmente me enxergou! E ainda me chamou de “amor”. Ai, meu Deus, acho que vou ter um treco!

(Anabella avança até a saída).

Ed: Hei, Anabella! Onde você vai?
Roberto: (De fora) Demorei muito?
Ed: (Estonteado) Roberto? O meu amigo Roberto?
Anabella: Imagine! Ainda nem são cinco horas!

(O encontro se dá fora de cena).

Roberto: Eu te amo!
SONOPLASTIA: Beijo.
Anabella: Eu também te amo, meu gato!
Ed: (Ainda em estado de choque) Até o meu ex... ex amigo Roberto!

(Ed dá um grito de raiva. Joga a flor do chão. E bufando sai de cena).

Narrador: Ed chorou de raiva. Desconsolado tomou o caminho de casa. De cabeça baixa ia o homem que se sentia o maior perdedor da Terra. (Noutro tom) Mas...
SONOPLASTIA: Flores do Amor (Cristina Mel)

(Entra em cena Ana Clara).

Narrador: Quando deu cinco horas em ponto, desce pela praça uma linda garota.

(Ana Clara pára no local onde estava Ed. Apanha a flor deixada pelo rapaz).

Narrador: Toda arrumada e perfumada para um encontro. Não menos bela que Anabella era Ana Clara. O amor impossível, pelo menos no julgamento de Ed. Ficou enfrente a relojoaria por mais uns vinte minutos.
Ana Clara: (Suspirando, quase em choro) Ele não veio! Que pena! Acho que ele nunca chegou a gostar de mim.

(Ana Clara joga a flor e sai de cena).

Narrador: Ana Clara se foi. Talvez para nunca mais voltar.



Autor: Silvio K. Nakano - silviokn@yahoo.com.br

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/artes/teatro/peca13.html

Peça: Proclamai


PROCLAMAI


Personagens : 14
Narrador
LADO NEGRO 6 – 4 pessoas = 2 estarão já presos
Grupo demo brincando como marionetes nas pessoas.
LADO LUZ - 5

Grupo jovens com faixas nas bocas e bíblia nas mãos:
Jovem egoísmo – "lendo" a bíblia de uma forma só pra si
– "lendo" a bíblia de uma forma só pra si
Jovem preguiça- olhando para cima, bem desligado
- olhando para cima, bem desligado
Jovem sonolência - dormindo
- dormindo
Jovem cego - com uma venda nos olhos
- com uma venda nos olhos
Jovem vergonha– com a bíblia sempre a escondendo de vergonha
– com a bíblia sempre a escondendo de vergonha
Jovem Anjo
Jovem perdida - 1,2
Entra demo com as pessoas e ficam em um canto, rindo.
Entra jovens e vão para outro canto calados.
Entra uma jovem, olha para os dois lados e fica na dúvida para q lado vai, o lado negro a chama animados, ela os olha na dúvida e olha para os da luz, eles estão parados olhando para o alto, outros conversando, e percebendo pela falta de interesse nela, ela se decide pelo lado negro.
Vem um demo e amarra uma mão dela. Eles colocam um nariz de palhaço nela.
Entra outro, como se estivesse com dor, vai até a LUZ, eles encenam preocupações entre eles. Um DEMO cochicha no ouvido de um e manda-o até lá.
Negro chega de mansinho com um sorriso e a convida para estar junto. Ela aceita e colocam um nariz de palhaço nela.
Lado Negro encena diversão, mas suas pressas encenam dor e sofrimento para as presas.
Chega um LUZ sem venda e sem faixa na boca.
Vai até o seu grupo e mostra a eles o lado negro. Luz encena acordando o jovem sonolência, separa a briga, e obriga ao preguiça q está olhando pra cima olhar para o lado negro forçosamente.
Todos entristecem olhando para o lado negro, se envergonham.
Luz pega a Bíblia e mostra q não basta ficar com elas, deve mostrá-lA.
Então ele anda até o lado negro, corta os fios, os outros luzes retiram os faixas da boca e seus cartazes e vão com ele, abrindo suas bíblias e falando para eles de Jesus. Demo se angustiam e sai engatinhando com medo.
Depois de todos libertos, o q tem bíblia prega para um, outro encena uma oração impondo as mãos. Outro com violão e eles cantam alegremente. Outro apenas encenam louvando a Deus.

NARRADOR
Se você tem o Dom de Pregar :
Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
Se você tem o Dom de Louvar : Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.
Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.
Se você tem o Dom de Tocar :
anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade, sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério, ao som solene da harpa.
Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.


(Autora: Daniela Leon Vieira) - acesse www.eclesia.e7.com.br

NOTAAs peças disponibilizadas neste site, tem o objetivo de edificar e levar a Palavra de Deus através das artes cênicas, estão liberadas para cópia, porém pedimos que, ao copiá-las não anule os nomes dos autores. Estas peças tem abençoado vidas, mas infelizmente os nomes dos autores desaparecem e caem no esquecimento, porque um dia alguém deixou de divulgar o autor. Nós como Irmãos em Cristo devemos reconhecer os trabalhos que são feitos entre nós, não para nossa Glória, mas sim para que exaltemos o nome do nosso Deus Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Fonte: http://agnusdeicia.blogspot.com.br/
Fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/artes/teatro/peca08.html
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